domingo, 12 de outubro de 2014
GORDURA BOA X GORDURA RUIM
Existe a gordura que contribui para aumentar os níveis sanguíneos de colesterol formador de placas de ateroma em torno dos vasos e artérias, a essas é comumente chamado de gordura ruim. A gordura conhecida como ruim é a gordura de armazenamento ou de reserva do tecido adiposo, conhecemos bem, é a indesejada, contudo se adquiri muito facilmente e para se livrar dela quanto sacrifício! Mas a gordura boa, sim ela existe e é muito importante para a sobrevivência humana, é a gordura essencial, ela reveste tecidos de órgãos como o coração, pulmões, fígado, rins, baço e está presente no sistema neurológico. No cérebro é ela quem reveste os axônios dos neurônios, a chamada Bainha de Mielina, sem esta ocorre uma patologia
conhecida como esclerose múltipla (dificuldades de andar, se locomover, dores fortes nas articulações mesmo quando paradas, até a completa paralisia dos movimentos) que inviabiliza a vida. Mas nas mulheres esse tipo de gordura é quatro vezes maior do que nos homens, devido funções fisiológicas importantes para a procriação e outras funções relacionadas aos hormônios, além das gorduras presentes em regiões pélvicas,
nádegas e coxas.
A gordura essencial tem ainda a função de manter a temperatura corpórea, fornecer energia para as atividades básicas e de produção de substâncias como hormônios por exemplo. Mas saber isso se faz importante para esclarecer que não apenas toda gordura não é ruim, como também conscientizar sobre a necessidade de se preservar a gordura essencial para uma existência com qualidade de vida. A gordura de armazenamento, essa sim deve ser evitada com a prática de alimentação saudável e atividades físicas, tudo bem orientado para que não seja cometidos atos impróprios com relação à dieta e nem erros na atividade física, o que agravaria o problema ao invés de preveni-lo.
A gordura boa ou insaturada é proveniente dos óleos das oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas) e ainda de peixes ricos em ômegas 3 e 6, as sementes de chia, linhaça e ainda dos azeites extra virgens. Contudo é importante lembrar que essa gordura para manter suas propriedades benéficas à saúde não podem ser expostas à luz e à altas temperaturas, então nada de levar ao fogo. Os chefs de cozinha o fazem para conferir palatabilidade aos pratos mas não por razões de saúde, já que levar o azeite ao fogo o transforma na gordura saturada e portanto ruim. Essa gordura quando no calor faz com que suas moléculas se liguem de forma que o organismo humano não consegue quebrar, são as saturações e devido a sua não quebra começa a parar nas paredes das artérias impedindo a passagem do sangue que nutre as células e órgãos
com nutrientes e oxigênio. E quanto mais gordura se acumula nesses locais mais vai fechando essa passagem e se essa artéria levar sangue ao coração pode ocorrer o infarto, se for nas áreas do cérebro o AVE – acidente vascular encefálico (“derrame”), e se for sangue que segue para os membros inferiores os trombos. Entrar em óbito ou ficar com sequelas irá depender do grau de comprometimento desses vasos e artérias.
Portanto o melhor estímulo para mudar os hábitos é por razões de saúde e não de doenças.
Vitória Boccomino Oliveira
Nutricionista - CRN3 35.415
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