domingo, 5 de abril de 2015

7 DICAS PARA OS NOVATOS NA ACADEMIA


Aquecimento, hidratação e descanso são algumas questões ligadas ao treino, às vezes, esquecidas pelos iniciantes na academia – Foto: Shutterstock
Pela pressa ou euforia, você pode se esquecer de algumas questões específicas, relacionadas à realização das atividades, como a roupa a ser usada, alimentação e o descanso, e que acabam impactando no resultado dos exercícios. Veja os principais pontos de atenção:
Não deixe de aquecer
Aqueles minutinhos iniciais do seu tempo de treino servem para preparar seu corpo e mente para o desempenho adequado da atividade física, sem o risco de lesões. Além de aperfeiçoar a coordenação motora, o aquecimento acelera o metabolismo e melhora a eficiência das articulações, para que elas aguentem as cargas do treinamento.
Com que roupa eu vou
Para você ficar o mais confortável e seguro, é necessário utilizar roupas confeccionadas com matérias leves, como algodão e Lycra, e que permitam a transpiração, como o DryFit. Isso é importante para evitar o superaquecimento corporal e, também, a proliferação de microrganismos, que podem causar, além de odores, infecções na sua pele. O tênis mais confortável e adaptado ao seu tipo de treino também é indicado.
Treino específico
Há um programa de exercícios ideal para cada pessoa, e isso é definido de acordo com alguns critérios, como fatores biológicos, metas com a atividade física e nível de preparo. Por isso, aquele treino que está dando bons resultados para um amigo seu, pode não ser eficiente para você. Ai entra um dos papeis do profissional de educação física, que é capacitado para elaborar um treinamento com foco nas suas necessidades.
Squezze ou garrafinha
Como você já sabe, quando sente sede, é sinal de que o seu corpo já está mais do que necessitado de água. Além de desintoxicar o organismo e transportar nutrientes, a bebida vital ajuda a repor “ingredientes” necessários para produzir energia, fundamental para o treino.
Alimentação antes e depois do treino
Esse é um passo quase tão importante quanto o próprio treino, para você atingir os resultados esperados com a atividade. Uma alimentação adequada garante energia para realizar os exercícios com eficiência e, também, uma boa recuperação muscular pós-treino, o que evita o catabolismo (perda de massa magra). Por isso, evitar treinar em jejum e procurar a orientação de um profissional de nutrição, para elaborar a dieta ideal para você, pode ser bom para esse momento.
Atenção ao treino
Aumentar as cargas sem o devido preparo, pular ou mudar a ordem dos exercícios são algumas atitudes que podem comprometer sua saúde e aumentar o risco de lesões. O profissional especializado está apto a zelar por sua segurança nos treinos.
Descanso
O sono adequado garante uma boa recuperação e, inclusive, construção muscular, que é o que vai fazer o seu treino realmente valer a pena, em função do ganho de massa muscular. Além disso, também é necessário respeitar o descanso semanal da atividade (deve ser indicado pelo professor), para afastar o “fantasma” do overtrainning, ou seja, da fadiga excessiva pelo esforço.
(Fonte: Alex Benzal, professor da rede de academias JustFIT)
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É PIOR A CARGA ELEVADA OU O EXERCÍCIO ERRADO ?


Fazer exercícios de forma errada ou aumentar demais a carga traz risco de lesões e diminuição da amplitude articular – Foto: Shutterstock
Fazer exercícios de força da maneira errada e aumentar as cargas, sem estar preparado para suportá-las, pode comprometer o trabalho muscular e, com isso, os resultados da atividade física. Mas, qual atitude traz mais risco de lesões? Na opinião de especialistas, a soma das duas aumenta essa chance. Veja como.
Realizar a tarefa de forma errada pode sobrecarregar as articulações, porque essas estruturas são as responsáveis diretas pela execução do movimento.
Aumentar excessivamente a carga, por sua vez, leva a uma compensação da alta intensidade, por meio da alteração do gesto esportivo (forma de fazer o exercício) e, consequentemente, do uso de outras estruturas, inclusive, as articulares, para “ajudar o músculo”. O resultado disso também pode ser a ocorrência das inflamações, como a tendinite e a bursite, e até de lesões mais sérias nas articulações submetidas ao esforço.
Além disso, usar pesos acima do limite pode diminuir a amplitude dos seus movimentos, ou seja, encurtá-los, o que também pode restringir sua extensão articular e, com isso, trazer complicações. Então, quando se deparar com uma dessas situações, busque orientação do professor, para realizar o exercício da maneira correta e com a intensidade adequada.
(Fonte: Guilherme Lacerda, especialista em fisiologia do exercício e personal trainer em São Paulo, David Homsi, fisioterapeuta esportivo da Adriano Bastos Assessoria Esportiva e Roberto Ranzini, ortopedista e médico do esporte em São Paulo )
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PÁSCOA: COMA E INVISTA NA CORRIDA DE RUA


Na Sexta-feira Santa, a mesa de muitos brasileiros tem o famoso peixe ou a bacalhoada que marca as ceias do feriado cristão
Foto: Shutterstock
Na Sexta-feira Santa, a mesa de muitos brasileiros tem o famoso peixe ou a bacalhoada que marca as ceias do feriado cristão. A boa notícia para quem pratica corrida de rua é que o prato traz ótimos benefícios para a saúde e para a corrida de rua, já que o alimento funcional tem gorduras saudáveis e vitaminas essenciais para o funcionamento adequado do organismo.
Ótima fonte de ômega-3, família de compostos que não podem ser produzidos pelo organismo humano e que devem ser obtidos por meio da alimentação, a gordura poli-insaturada encontrada no peixe é imprescindível para os neurônios, as células vermelhas do sangue, da retina (visão), para o sistema imunológico (neutrófilos e monócitos) e para as plaquetas. Além disso, está envolvida na prevenção de doenças do coração, regula o metabolismo e reduz triglicérides, além de ser uma ótima escolha para a alimentação saudável.
Quer mais? Peixes como a cavala e o salmão, por exemplo, têm a coenzima Q10, que tem ação energética e antioxidante, sendo importante para quem pratica atividade física, ou para quem investe n corrida de rua. E, no geral, os peixes também são boa fonte de proteína, nutriente essencial para a integridade de diversos órgãos, inclusive para evitar a perda de massa muscular.
Além dos peixes, os pratos da Sexta-feira Santa contêm vegetais, como saladas e legumes bastante coloridos. Eles também trazem inúmeros benefícios nutricionais e ajudam a promover maior saciedade. Então, consuma um belo prato com esses alimentos.
E, se beber, faça com moderação, sempre acompanhado de água. Lembre-se que se manter hidratado ajuda a reduzir os problemas causados pelo excesso de comida e álcool, comuns a essas datas.
Coelhinho da Páscoa
Você pode tirar proveito, até mesmo, dos famosos ovos de Páscoa que são trocados durante o feriado. Como o cacau presente no chocolate é antioxidante, acaba sendo uma boa pedida para quem corre (se não consumido em excesso). Mas opte pelo chocolate amargo, que tem menos gordura.
O cacau ainda é fonte de potássio, fósforo, ferro, cálcio, zinco, cobre e cromo. Assim, ajuda a melhorar o transporte de nutrientes e oxigênio para a musculatura.
(Fontes: Liane Schwarz Buchman, nutricionista da clínica Bodyhealth, unidade Bodytech Eldorado, e Paola Nunes, especialista em nutrição funcional da Super Healthy
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4 MANEIRAS DE ESCOLHER (BOAS) METAS


Todo corredor iniciante deve ter em mente aonde deseja chegar para traçar os seus objetivos
Fotos: Ivan Padovani
Ter metas na corrida deve fazer parte do seu roteiro para o sucesso. Mesmo que você seja iniciante, não vai chegar perto do seu melhor potencial sem ter bons objetivos. Para ir longe, é muito importante que você sonhe com o que poderia ser na corrida de rua e, em seguida, descubra como tornar esse sonho realidade.
Você pode até dizer que não pretende ser um exímio corredor e que quer, apenas, correr para aliviar o estresse e manter a qualidade de vida. Mas, mesmo assim, sem querer, você provavelmente já deve ter estabelecido metas na corrida, pois é isso que o mantém motivado para continuar firme nos treinos.
Seja sincero: quantas vezes você vestiu os tênis e pensou: “Hoje eu vou correr até ficar cansado”? Você sempre tem uma rota em mente ou uma ideia geral da duração sua corrida. Você, provavelmente, também costuma correr determinadas vezes na semana, e fica chateado sempre que algo o impede de treinar, principalmente, por ser novato na corrida e por estar cheio de gás para dar as passadas.
Esses já são alguns objetivos básicos de corrida, mesmo que você nunca tenha pensando que eram metas. Saiba, no entanto, que definir objetivos formalmente pode ajudá-lo a aproveitar a sua corrida ainda mais.
1. Dê um significado pessoal para a corrida. Seus objetivos devem ser aquilo que você deseja alcançar e não o que vai atender às expectativas de outras pessoas. Treinar para alcançar uma meta requer trabalho duro. Quando você bate um trecho difícil, fisicamente ou mentalmente, se o objetivo para o qual você está trabalhando tem um profundo significado para você, certamente vai encontrar uma maneira de continuar perseverando. Mas se alguém determinou a sua meta, quando você encontrar uma barreira pela frente vai pensar: “Espere, por que estou fazendo isso?”
2. Saiba exatamente aonde você quer chegar para, então, definir metas intermediárias. Uma grande realização é resultado de muitas pequenas conquistas, por isso é importante que você tenha objetivos menores pela frente para conseguir continuar firme nos treinos. Além disso, uma meta final mal definida pode por em xeque todo o planejamento feito.
3. Ao definir as metas intermediárias, alterne os objetivos priorizando entre corridas que focam o volume e aquelas que têm como objetivo a intensidade. Isso fará com que você consiga evoluir mais facilmente.
4. Tenha clareza sobre todas as suas possibilidades de treinamento para atingir as metas definidas. Algumas metas necessitam de treinamento bastante específico e diferenciado. Outras necessitam de muito tempo e dedicação nos treinos. Estabelecer uma meta para a qual você não tenha como se preparar é o primeiro passo para a frustração. O objetivo deve ser desafiador, mas realista.
(Fonte: Guto Ferrari, coordenador de running da Academia Velox Fitness, no Rio de Janeiro)
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CORRIDA DE RUA: COMO ESCOLHER SEU TREINADOR


Essa ainda é uma questão importante. Afinal, é realmente necessário correr com um treinador?
Foto: Shutterstock
Se você é novo na corrida de rua, provavelmente, já se perguntou sobre a importância, ou não, de correr com o auxilio de um treinador. É claro que você consegue treinar sem a presença obrigatória de um coach, mas as chances de você ter um monte de dúvidas são grandes. E é o treinador que pode ajudá-lo a responder essas questões, além de guiá-lo para que você se torne um bom corredor. Ele não só irá definir o seu programa de treinamento de corrida, como também vai manter a sua motivação e será responsável por desafiá-lo com uma variedade de exercícios.
Mas como identificar o treinador ideal? Essa escolha deve estar baseada, principalmente, na formação do profissional e no resultado que ele entrega aos seus alunos, além de você precisar ter afinidade com o seu coach, claro. Ter um bom profissional ao seu lado fará com que a performance melhore e que o risco de lesões diminua.
Para acertar na escolha, siga as três dicas a seguir e faça boas corridas.
1. Identifique suas necessidades
Como você é novato, escolher um treinador de nível profissional não será a melhor opção. Treinadores de assessorias de corrida de rua, que trabalhem com outros iniciantes, podem entender alguns dos obstáculos que você terá de superar. Dentre eles está estabelecer metas, escolher os tênis ideais, aprender a mecânica da corrida, orientar a sua alimentação, aprender a diferença entre os diversos tipos de exercícios que farão parte dos seus treinos, fortalecer a musculatura e listar suas estratégias na corrida.
2. Entenda suas limitações
Seja honesto e anote tudo o que acontece em sua vida fora da corrida de rua, para saber como e quando poderá se dedicar aos treinos. Você deve incluir aqui a sua família, o seu trabalho, possíveis viagens, hobbies e compromissos regulares. Esses são fatores externos importantes que podem ter um efeito positivo ou negativo no seu treino. E é importante que o seu treinador esteja ciente dessas limitações para poder prescrever uma programação de treinos condizente com sua agenda. Correr é mais um dos inúmeros compromissos diários que você terá e é preciso ter certeza de que ele se encaixará bem na sua rotina, para manter um estilo de vida equilibrado, feliz e saudável.
3. Faça as perguntas certas
É preciso investigar bem, para que você identifique o seu treinador de corrida de rua ideal e com uma experiência que se encaixa com o que você procura. E, para isso, é importante fazer perguntar certas aos potenciais candidatos, antes de se comprometer com um programa de treinamento. Por exemplo: procure saber qual é a formação do treinador, como ele descreve sua filosofia de treinamento, quanto custa, o que está incluído no serviço, quando irão se encontrar (diariamente, semanalmente, mensalmente), levantar exemplos de histórias de sucesso com corredores que tenham propósitos semelhantes aos seus.
(Fonte: Joaquim Ferrari, diretor da assessoria esportiva Joaquim Ferrari Treinamento Outdoor, no Rio de Janeiro)
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4 INCÔMODOS DA CORRIDA (E COMO RESOLVÊ-LOS)


Por mais que você se prepare físico e psicologicamente para não sofrer com lesões, vez ou outra elas insistem em aparecer 
Foto: Elderth Theza
Por mais que você se prepare físico e psicologicamente para não sofrer com lesões, vez ou outra elas insistem em aparecer e incomodar aqueles que se dedicam às passadas. No entanto, se você ficar por dentro dos principais problemas que deixam o corredor afastado das corridas de rua, fica mais fácil evitar que você seja acometido por alguma lesão.
A imensa maioria dos problemas se deve a erros de treinamento e acontece nos primeiros quatro a seis meses de corrida, no período de retorno aos treinos após alguma lesão ou quando o corredor aumenta a distância percorrida ou a velocidade. Esses erros incluem falta de um adequado programa de fortalecimento e alongamento muscular, rápido aumento da distância, treinos em planos inclinados, treinos intervalados mal dimensionados e descanso insuficiente. Por isso, fique ligado. E na presença de algum desconforto ou dor, claro, pare, procure as possíveis causas e ajuste os treinos. Quando a dor for intensa e súbita, o médico deve ser consultado o mais rapidamente possível.
Fique atento aos incômodos abaixo e evite problemas na sua carreira de corredor.
1. Fascite plantar
A fáscia plantar é uma estrutura de proteção dos músculos, com poder de absorver os impactos e proteger os ossos (26 nos pés). Ela não só sustenta, mas é presa a músculos intrínsecos e a ligamentos do pé. Ao caminhar ou correr, a planta do pé distribui o peso do corpo e absorve os impactos em vários pontos da fáscia, um deles no osso do calcanhar (calcâneo). As forças de tração ao longo desse apoio podem desencadear um processo inflamatório, fibrose ou degeneração dessas fibras faciais a partir do osso, daí a fascite.
Iniciar tratamento logo nos primeiros sintomas economiza tempo de recuperação (de seis a dez meses). A fascite não deve ser confundida com outras fraturas por estresse (fissuras no osso) e o chamado esporão calcâneo (calcificação). Somente nesses casos a dor vem acompanhada de inchaços no local.
Queixa comum entre os corredores, a canelite é mais presente em os que costumam correr médias e longas distâncias. Trata-se de uma inflamação que acomete o osso da tíbia (canela), caracterizada por dor na região anterior da perna que inicia durante o exercício, agravando após o excesso e volume da atividade física.
Isso pode evoluir para dor persistente mesmo após o fim da atividade física, podendo, em muitos casos, dificultar até o andar do atleta. Uma dica: aos primeiros sinais de dores na região anterior da perna, procure um profissional para uma completa avaliação e o correto diagnóstico e tratamento. Só assim, você terá condições de realizar suas atividades esportivas sem dificuldades ou maiores complicações.
3. Joelho de corredor
Uma das lesões mais reincidentes entre os corredores, o joelho de corredor pode ser resultado da dor fêmur-patelar, que é causada pela sobrecarga da região e se caracteriza pela dor na face anterior do joelho, que aparece no início dos treinos, melhora com o aquecimento, mas sempre piora para agachar ou subir e descer escadas; da síndrome da fascia lata, que aparece na face lateral ou externa do joelho, após alguns minutos do início do treino, e aumenta de intensidade progressivamente a ponto de impedir a continuidade da corrida; ou ainda, da lesão meniscal degenerativa, que acomete principalmente a face medial ou interna do joelho e é mais comum em pessoas acima dos 40 anos. No último caso, a dor aparece ao dar os primeiros passos depois de algum tempo em repouso e piora ainda mais com a corrida.
4. Lesão nos meniscos
Os meniscos (medial e lateral) são cartilagens em forma de meia lua presentes na articulação do joelho, entre os côndilos do fêmur e da tíbia. Por ser cartilagem, apresentam poucos vasos sanguíneos, o que dificulta sua capacidade de regeneração, caso sofram alguma lesão. Tem como função diminuir o impacto e melhorar o encaixe entre as faces articulares do fêmur e da tíbia. Os meniscos acompanham os côndilos femurais nos movimentos de rotação interna e externa do fêmur sobre a tíbia. O menisco medial está em maior risco por ser mais imóvel e o seu lado posterior é o local mais atingido, porque a torção mais lesiva ocorre com a flexão.
(Fonte: Roberto Ranzini, ortopedista e médico do esporte, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), médico do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e do Hospital Alemão Oswaldo Cruz)
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REPOUSO DEVE FAZER PARTE DA CORRIDA DE RUA


Você é tão apaixonado pela corrida que treina todos os dias? Saiba o que há de contraindicado nisso
Foto: Shutterstock
Se para você basta pintar uma brechinha na agenda para colocar os tênis e sair para correr, saiba que investir na corrida de rua todos os dias pode não ser uma boa estratégia. Quando você não tem um intervalo para o repouso adequado, as chances de lesão aumentam muito, principalmente, aquelas relacionadas à sobrecarga.
repouso na corrida de rua é essencial para que o seu organismo, principalmente a parte musculoesquelética, se recupere da “agressão” que o exercício provoca. Por isso, o ideal é que você intercale os treinos de corrida com os de fortalecimento e alongamento muscular, que não só ajudam na melhora da performance, como auxiliam na prevenção de lesões.
É claro que não é preciso ficar parado nos dias de repouso. Praticar outras modalidades (como o ciclismo ou a natação) e investir na musculação são ações bastante importantes para que o seu corpo se fortaleça e você continue motivado na corrida de rua. Isso fará, inclusive, com que você tenha mais preparo e possa aumentar o volume de treinos com o ganho de experiência nas passadas.
Se, mesmo assim, você não está convencido de que precisa dar um tempo para que o corpo se recupere dos exercícios, saiba que não são apenas os músculos, os ossos, e as articulações que sofrem. Mais para frente, você perceberá que a fadiga, o mal-estar e até mesmo alguns tipos específicos de arritmia cardíaca podem aparecer.
Além disso, se não tomar cuidado, poderá ter alguma lesão. As mais comuns quando o assunto é a falta de descanso são a fascite plantar, uma dor insuportável na sola dos pés; as tendinopatias, que se mostram, principalmente, no tendão de Aquiles; a canelite, caracterizada pela dor no osso da canela; as fraturas por estresse no pé, na perna ou próximo ao tornozelo; e dores na frente e ao redor dos joelhos, assim como no quadril e na lombar. Por isso, por mais que você seja apaixonado pela corrida de rua, pense na saúde do seu corpo, para que você não precise ficar afastado dos treinos.
(Fonte: Moisés Cohen, professor titular e chefe do departamento de ortopedia e traumatologia da Unifesp, Presidente da Sociedade Mundial de Artroscopia, Cirurgia do Joelho e Trauma Desportivo (ISAKOS) e diretor do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte)
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HIDTATAÇÃO: COMO (E QUANDO) REPOR O SÓDIO ?


Os pesquisadores aconselham que os corredores bebam apenas quando estiverem com sede
Foto: Daniel Werneck
Todo corredor, experimentado ou iniciante, sabe a importância que a boa hidratação tem para o bom desempenho na corrida de rua. Mas dúvidas em relação a quanta água tomar, a que horas ingerir isotônicos e que tipo de bebida ingerir podem pintar. Recente pesquisa publicada na Medicine & Science in Sports & Exercise afirma que repor o sódio não é tão importante quanto beber a quantidade certa de água (nem mais nem menos) durante o exercício.
Para chegar a essa conclusão, os estudiosos da American College of Sports Medicine receberam amostras de sangue de corredores da Western States Endurance Run, uma famosa corrida da Califórnia, para que medissem o grau de hiponatremia — quando a quantidade de sódio está muito baixa no sangue e pode levar à falha da musculatura e dos nervos — de cada um dos finalistas.
Entre os corredores estudados, 6,6% apresentaram sintomas de hiponatremia após a corrida. No entanto, segundo os pesquisadores, não houve diferença na taxa de ingestão de sódio entre eles e os outros concluintes do percurso. A condição para o aparecimento do problema foi a quantidade de líquido ingerido durante a atividade física — em excesso ou em baixa quantidade.
Para acertar na hidratação, os pesquisadores aconselham que os corredores bebam apenas quando estiverem com sede, e não em horários predeterminados, o que pode fazer com que a quantidade de água ingerida cause a hidratação excessiva, acarretando baixo rendimento por conta da maior eliminação do sódio
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CORRIDA DE RUA: VALE HIDRATAR COM CERVEJA


Vai uma gelada?
Foto: Shutterstock
Vai uma cerveja? Certamente, grande parte das pessoas responderia que não, por acreditar que assim prioriza o bom desempenho físico na corrida de rua. Mas, um novo estudo feito pela Universidade de Granada, na Espanha, revela que uma gelada pode, sim, ser boa estratégia de hidratação no pós-treino.
Segundo a tese levantada pelo departamento de fisiologia da Faculdade de Medicina da universidade, pessoas acostumadas com o consumo de cerveja têm benefícios ao consumirem até 660 ml da bebida (o equivalente a dois copos ou tulipa) até 2 horas depois de se exercitar. E, melhor, os efeitos da bebida seriam tão eficazes quanto o da água.
A tese defende que a cerveja, por ser produzida em processo de fermentação com uma mistura de água, cevada, outros cereais e lúpulo teria baixo nível de álcool é baixo (entre 4% e 6,5% em volume), o que não afetaria o rendimento do atleta, quando consumida em pequenas quantidades. Além disso, por conter água, vitamina B, fibras e minerais como magnésio, cálcio, fósforo e potássio, ela seria mais nutritiva. Mais: assim como as bebidas esportivas, a cerveja tem carboidratos complexos, como a maltodextrina, que por ter absorção lenta fornece uma hidratação adequada ao corredor.
O estudo ainda mostrou que aqueles que se exercitam em lugares quentes, que marcam mais de 30ºC de temperatura, e fazem mais de uma hora de corrida de rua, com 60% da capacidade aeróbica máxima, podem perder até 2 litros de água, o que corresponde a uma perda de 2% do peso corporal total. Para essa desidratação moderada, a cerveja pode ser boa alternativa, facilitando a reidratação. As geladas sem álcool, aliás, podem ser consumidas sem restrições.
(Fonte: atletas.info, site parceiro na Argentina)
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4 FUNCIONAIS PARA TURBINAR A SUA CORRIDA


Alimentos funcionais e benéficos à saúde, e com propriedades medicinais podem melhorar a performance no triathlon – Foto: Shutterstock
Optar por uma dieta equilibrada é importante para aqueles que pretendem controlar o seu peso, ter uma vida mais saudável ou até mesmo melhorar a performance em modalidades esportivas de alto rendimento, como o triathlon. Mas preste atenção ao colocar um alimento no prato, pois ele pode ter outro benefício: a ação medicinal. Classificados alimentos funcionais, alguns ajudam na prevenção e mesmo auxiliam no tratamento de doenças.
Para ser considerado funcional, o alimento deve oferecer, comprovadamente, algum benefício específico à saúde. Além de combater e de prevenir doenças, deve ter propriedades antioxidantes, antibióticas ou (até) ajudar a melhorar o sistema imunológico. Eles também podem proporcionar uma melhor recuperação muscular e ação anti-inflamatória.
Além dos benefícios à saúde, as propriedades dos alimentos funcionais podem melhorar a performance no triathlon:
Cogumelos
Eles são ricos em antioxidantes e reforçam o sistema imunológico. Também ajudam no controle de açúcar e do colesterol no sangue, possuem fibras dietéticas que colaboram com o funcionamento intestinal, além de conter altos teores de ácido fólico, que promove a prevenção de doenças cardiovasculares e degenerativas. Entre os vários tipos, os mais conhecidos são os cogumelos shiitake e funghi.
Para o triathlon: o potencial antioxidante do alimento auxilia no combater aos radicais livres, que aumentam após uma prova. Além disso, possui uma substância chamada Lentinan, que aumenta a produção de células de defesa do corpo, e, assim, fortalece o sistema imunológico.
Frutas vermelhas
O grupo do morango, maçã, cereja, framboesa, ameixa, melancia, caqui, uva e mirtilo é rico em resveratrol, que promove a eliminação de toxinas e previne de doenças cardiovasculares. Eles também têm ácido elágico que, de acordo com estudos recentes, aumenta até 25% a proteção da pele à exposição solar. Outros estudos também sugerem que este ácido pode impedir a ativação de certas substâncias cancerígenas.
Para o triathlon: as frutas vermelhas têm substâncias como a antocianina (melancia, cereja, morango) e licopeno (tomate e melancia), que fornecem o corpo com ação anti-inflamatória, e que podem auxiliar na recuperação muscular após o treino.
Alho
O alho tem entre seus benefícios, propriedades antibióticas, que protegem o corpo de parasitas intestinais e anticoagulantes. Traz também uma substância chamada germânio, que ajuda a controlar o colesterol e a pressão sanguínea, sendo úteis na prevenção de problemas cardíacos. Ele também atua no combate a infecções e tem propriedades diuréticas. Alguns estudos sugerem que reduz o risco de câncer de estômago. A recomendação é comê-lo cru, para manter suas propriedades medicinais.
Para o triathlon: Ao melhorar a pressão sanguínea e a circulação, as substâncias presentes no alho ajudam a bombear o sangue para corpo. Ela também ajuda na saúde do pulmão, melhorando o processo de respiração.
Cebola
Antigamente, curandeiros recomendavam cebola como um remédio para o coração. Ao longo dos anos, esse benefício foi comprovado pela ciência. Esse vegetal tem uma substância chamada adenosina, o que impede a formação de coágulos e é muito bom para a prevenção de ataques cardíacos. Também ajuda a controlar o colesterol e a pressão arterial. Assim como o alho, quando consumida cru os benefícios aumentam.
Para o triathlon: uma das principais substâncias medicinais da cebola é a quercetina, um flavonoide que ajuda no processo de respiração. O vegetal também possui compostos que inibem as enzimas responsáveis pelo processo inflamatório.
(Fonte: Atletas.info, site parceiro na Argentina)
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