segunda-feira, 20 de outubro de 2014

FORTALECIMENTO DO GLÚTEO: HOMENS TAMBÉM PRECISAM

Por: Olavo Guerra - São Paulo - 16/10/2014
agachamento
Foto: Thinkstock.
Você que corre já deve estar cansado de saber da importância da realização de atividades de fortalecimento muscular. Porém, muitos homens têm vergonha de malhar uma região fundamental para uma boa corrida: o glúteo. Essa estrutura é responsável por manter o corpo ereto durante o movimento, além de ser uma das principais impulsoras das pernas a cada passada. Ou seja, seu fortalecimento pode aprimorar a potência e a postura do atleta.
A falta de exercícios para o glúteo faz com que o impacto da corrida seja maior, podendo causar diversas lesões, como fascite plantar, canelite, dores no joelho e coluna. Outro problema relacionado à fraqueza dessa musculatura é a tendinite no tendão de Aquiles. Durante a corrida, panturrilha e glúteo trabalham em sintonia. Portanto, se um não funcionar bem, o outro se sobrecarrega.
Para acabar de vez com o estereótipo de “exercício para mulheres”, Renan Ribeiro, treinador e sócio da academia Iron Box, no Rio de Janeiro, fala mais sobre a importância desse trabalho muscular.  “Não existe exercício específico por gênero. O corpo, independentemente de ser o de um homem ou de uma mulher, conta com o mesmo número de músculos e a mesma função. Por natureza hormonal, a deposição de gordura e o tamanho da musculatura é diferente entre eles e elas, mas a atividade é fundamental para ambos os sexos”, garante. “Os glúteos, além de sua função de extensão e abdução do quadril, são responsáveis pela sustentação da coluna vertebral. Como a corrida é um exercício catabólico, devemos realizar atividades para estimular o ganho de força da musculatura em questão.”
De acordo com o especialista, a região pode ser trabalhada até três vezes na semana, com um dia de intervalo entre eles e sempre respeitando os descansos da corrida. Ele sugere três diferentes exercícios para o glúteo:
  • Agachamento
  • Passada (ou avanço)
  • Levantamento terra
“Para a introdução ao treinamento, o ideal é começarmos com duas séries de 15 repetições. Na semana seguinte, três séries com um pouco mais de carga. Na sexta semana, reduza para oito repetições e aumente as cargas até atingir a falha concêntrica (momento em que você não aguenta mais).”

É importante lembrar que a ajuda de um profissional de educação física é indispensável para garantir que a sua atividade seja completa e segura. Se sentir qualquer tipo de dor, pare o exercício e procure um médico ortopedista.

Matéria compartilhada do site www.suacorrida.com.br

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