domingo, 14 de dezembro de 2014

COMO MANTER O RITMO DURANTE A CORRIDA

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Conseguir manter um ritmo constante durante a corrida é, normalmente, um dos grandes desafios dos corredores. Muitas vezes a pressão para que a melhora chegue logo, a queda na concentração ou até mesmo o cansaço fazem com que aqueles que começaram, agora, nas passadas não consigam manter o pace constante.
Se isso acontece durante a prova, o resultado é ainda pior, visto que você acaba “quebrando” no meio do percurso e não consegue completar a distância planejada. Aqui, os problemas podem ser falta de resistência física ou desconhecimento do percurso, além da emoção inerente a qualquer prova, é claro.
Dentre os principais erros do iniciantes está começar a corrida em um ritmo muito forte, ou seja, em uma velocidade que não é correspondente ao que o corpo foi treinado. Para que isso não aconteça, é preciso pensar que o importante é fazer uma corrida tranquila, realizando todos os passos dentro de sua capacidade física. Na prova, faça apenas o que foi treinado e que estava combinado com o treinador para não ter surpresas desagradáveis.
Velocidade no momento certo
Se você é um daqueles corredores que não gosta de correr com uma velocidade constante e prefere variar durante o percurso dando passadas mais fortes, é preciso adotar uma estratégia. O melhor é aumentar a velocidade de forma gradativa e uniforme, conforme a sua percepção de esforço. Por exemplo, se você completa um quilômetro a cada cinco minutos, o aumento deve ser para quatro minutos e meio por quilômetro.
Entretanto, para não forçar demais durante uma prova, o ideal é que você saiba adequar o seu pace. Para isso, você deve fazer treinos focando a distância da prova e a velocidade pretendida. Assim que terminar o exercício, com o tempo total marcado, divida a marca registrada pelo número de quilômetros, obtendo o seu pace. É esse tempo que você deve manter durante a competição para que consiga manter o ritmo.
(Fontes: Marcelo Lopes, diretor técnico da Run All Way, Paulo Rennó, diretor técnico da Paulo Rennó Assessoria Esportiva)

PARA ALIVIAR O JOELHO, FORTALEÇA O QUADRIL

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Com os treinos, muitos corredores passam a sentir dores nos joelhos. As mais comuns delas estão ligadas ao esforço repetitivo ou a sobrecarga que as articulações sofrem. Mas nem sempre o problema é apenas dessa região. Ao longo dos últimos anos, uma quantidade cada vez maior de pesquisas vem ligando os quadris fracos aos problemas nos joelhos do corredor. Por exemplo, um estudo recente publicado na Medicine & Science in Exercise & Sports descobriu que as mulheres que desenvolveram problemas nos joelhos têm maior instabilidade do quadril durante a corrida. Outra pesquisa, publicada no mesmo veículo, afirma que, depois de uma corrida difícil, as pessoas com problemas no joelho têm maiores problemas em curto prazo no quadril do que corredores sem dor no joelho.
O mais recomendado para não ter problemas é fortalecer o quadril em vez de focar apenas nos joelhos. Isso porque essa região faz parte das principais estruturas do corpo que atuam na corrida. Ela tem como principal função sustentar o peso corporal e promover o equilíbrio, seja estático ou em movimento, sendo a responsável por manter a sua postura correta enquanto corre.
Assim, para evitar as dores ou lesões comuns aos quadris e aos joelhos, é importante que você faça o fortalecimento e o alongamento dos músculos e tendões que envolvem essa região do corpo.
Aposte nos exercícios, a seguir, ao menos uma vez por semana e deixe as dores dos joelhos bem longe de você.
1. Abdução do quadril
Realize a abertura das pernas em sua máxima amplitude sem perder a postura e desalinhar a articulação o quadril. Esse exercício pode ser feito tanto na máquina, quanto no cabo, com caneleiras e usando o peso corporal.
2. Adução do quadril
Faça o movimento de fechar as pernas após promover uma abertura da articulação do quadril. A adução do quadril pode ser realizada na máquina e no cabo.
3. Flexão do quadril em pé
Com um dos pés apoiado no bosu e outro no chão, eleve o joelho mantendo a posição estável. O exercício pode ser realizado com joelhos estendidos ou flexionados, no cabo ou com caneleira.
4. Flexão do quadril deitado
Prenda no tornozelo uma caneleira ou elástico para dar resistência ao movimento durante a sua execução. Realize o movimento de flexão do quadril com um dos joelhos estendido.
5. Elevação pélvica (bilateral ou unilateral)
Deitado de barriga para cima, flexione os joelhos mantendo os pés no solo e movimente o quadril para cima e para baixo.
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(Fonte: Renan Furlanetto, professor da Cia Athletica unidade Anália Franco – São Paulo)

INVISTA NO DEEP RUNNING E GANHE RENDIMENTO

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Você já ouviu falar em deep running? A modalidade feita na piscina simula uma corrida terrestre com a vantagem de não causar impacto nas articulações, o que é uma boa pedida para períodos de reabilitação e, também, para ganhar rendimento nas ruas (além de ser ótima para a recuperação de provas de longa distância).
Entre os corredores a corrida na água ficou famosa em 1984, ano da primeira maratona feminina em uma olimpíada. Na época, a americana Joan Benoit era um azarão. Ela havia machucado o menisco alguns meses antes da prova e não era considerada favorita. Para não perder dias importantes de treino, passou a correr na água. Resultado: além de ganhar a medalha de ouro, a atleta manteve-se na frente o tempo inteiro. Desde então, o deep water running, que surgiu no período de guerras para auxiliar soldados a recuperar os movimentos dos membros inferiores, conquistou atletas profissionais e pessoas comuns que procuram na atividade uma maneira de ficar em forma, perder peso ou treinar durante o período de recuperação de uma lesão.
O deep running é um trabalho de corrida feito em suspensão com deslocamento ou não. Ele melhora a estabilização do tronco e o fortalecimento do core por ser feito com os movimentos da corrida, ajudando o praticante a manter o trabalho aeróbio. Os treinos ainda possuem a execução técnica da corrida (posição do tronco, joelhos, calcanhares e pés) e é muito usado no pós-provas de longa duração, como maratonas e ultramaratonas, para manter o condicionamento sem forçar demais as articulações.
Estudos comprovam os efeitos positivos do deep running, especialmente no que diz respeito aos índices de condicionamento físico. Pesquisadores da Florida State University, por exemplo, dividiram atletas em dois grupos: um deles foi colocado para correr na água, enquanto o outro manteve os treinos normais. Todos eles fizeram testes de VO2 máx e limiar de lactato. Os cientistas constataram que, depois de seis semanas na água, os corredores haviam mantido completamente o condicionamento físico. Ou seja, praticar a modalidade é uma ótima dica para quem está machucado, mas não quer perder a forma. E mais: a água faz com que as forças compressivas nas articulações, principalmente nos membros inferiores, diminuam, reduzindo, assim, o estresse e as lesões articulares.
Outro trabalho mostrou algo ainda mais interessante. Especialistas do Instituto Karolinska, de Estocolmo, descobriram que durante a prática do deep running a frequência cardíaca é 8-11 batimentos por minuto menor para o mesmo consumo de oxigênio quando comparada com a corrida na rua. Isso porque a água exerce uma pressão sobre o corpo três vezes maior que o ar, fazendo com que mais sangue retorne ao coração e seja bombeado a cada batimento cardíaco. Isso faz com que a atividade também seja indicada para iniciantes ou pessoas com problemas cardíacos. Além disso, a maior densidade da água gera mais resistência aos movimentos, aumentando a demanda cardiorrespiratória, pois a pressão exercida pela água no corpo do esportista faz com que haja uma melhora no retorno venoso, o que facilita o trabalho cardíaco.
Aposte no cross-training
Para investir a modalidade é importante que você faça um treinamento cruzado para ganhar rendimento na corrida, incluindo o treino ao menos uma vez por semana na sua planilha.
A corrida simulada deve ser feita em uma piscina em que não seja possível tocar o fundo, mantendo a cabeça sobre a água com o auxílio de um cinto flutuador ou um colete. A forma do movimento precisa ser a mais semelhante possível à técnica da corrida terrestre. Você pode permanecer em um lugar, nesse caso sendo ligado a uma corda presa à borda da piscina, ou pode correr livremente por toda a piscina. A corda pode servir, ainda, para aumentar a resistência, auxiliar na postura mantendo uma posição mais vertical e facilitar a monitoração do exercício.
(Fonte: Rubens Santoro, gerente de ginástica da Cia Athletica unidade Kansas – São Paulo)

FAÇA A SUA MELHOR MEIA MARATONA

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A meia-maratona é o seu alvo? Você já está inscrito em uma prova de 21 km e quer fazer a sua melhor corrida? Então essas dicas foram feitas para você.
Realmente essa distância vem se tornando a queridinha dos corredores. Isso porque você não precisa fazer treinos tão puxados quanto os de uma maratona, mas tem um desafio maior do que o enfrentado em uma corrida de 15 km.
No entanto, para que você se dê bem na prova, é preciso levar alguns pontos em consideração. Reunimos as nove dicas mais importantes para que você faça treinos mais proveitosos e arrase na sua próxima meia-maratona.
1. Corra com companhia
Como você terá de fazer treinos mais longos, o melhor é correr com alguém ao seu lado. Correndo em grupo você não só irá aumentar a sua motivação (pois não deixará os amigos esperando quando combinarem um treino), mas também poderá melhorar o seu desempenho, já que terá alguém para puxar o ritmo junto com você. Para os treinos voltados aos 21 km o importante é que você se desafie.
2. Aposte em treinos intervalados
Esse tipo de treino, e até mesmo os que são fracionados com mais intensidade, são boas estratégias para quem tem como foco a meia-maratona. Fazer um trabalho de velocidade também é importante para que você tenha um bom rendimento na prova. Esse tipo de treino deve fazer parte da sua rotina de uma a duas vezes por semana. Boas pedidas são as três opções abaixo.
Opção 1
Aqueça por 10 minutos com um trote leve
Corra 800 m no ritmo que emprega nos 10 km
Faça 1 minuto de recuperação com trote
Repita 800 m, mas agora com o ritmo usado nos 5 km
Trote por mais um minuto para se recuperar
Repita a sequência 4 vezes
Caminhe por 5 minutos para desaquecer
Opção 2
Aqueça por 10 minutos com um trote leve
Corra 1.5 km no ritmo que emprega nos 10 km
Faça 1 minuto de recuperação com trote
Repita 1.5 km, mas agora com o ritmo usado nos 5 km
Trote por mais um minuto para se recuperar
Repita a sequência 2 vezes
Caminhe por 5 minutos para desaquecer
Opção 3
Aqueça por 10 minutos com um trote leve
Corra em ladeira por 200 m no ritmo que emprega nos 10 km
Faça 1 minuto de recuperação com trote
Repita a sequência 5 vezes
Caminhe por 5 minutos para desaquecer
3. Faça treinos longos
Eles são importantes e fundamentais para que você ganhe base de treino e, principalmente, por conta da especificidade da prova que tem como alvo. Em alguns desses treinos, aliás, é importante que você conclua o percurso de maneira forte, puxando mais o ritmo nos últimos quilômetros da corrida. Essa é uma boa prática para estar bem no dia da corrida e para melhorar a sua resistência.
4. Tenha dias de descanso
Descansar e fazer alguns treinos mais fáceis são medidas essenciais e devem fazer parte do seu um plano global de treinamento. Dando ao seu corpo uma pausa do estresse da corrida, você reduz o risco de lesões por overuse, além de ter tempo de desopilar um pouco.
5. Corra provas secundárias
Ao longo da preparação para a meia-maratona é importante que você corra provas menores, que vão ajudar na conquista de confiança para chegar a sua meta principal. Isso faz, ainda, com que você relaxe um pouco, já que o aspecto psicológico pode dificultar a conclusão dos 21 km.
6. Trabalhe a sua cabeça
Correr na sua melhor forma não significa apenas que você deve estar com o corpo tinindo. Também é preciso treinar a mente para que você esteja preparado para os tempos difíceis, inevitáveis durante os treinos e as competições.
7. Faça musculação
O trabalho de fortalecimento é fundamental para a boa preparação e para a manutenção da forma física. Com a evolução da condição física, os trabalhos de potência e de força vão sendo combinados, o que faz com que seu rendimento melhore. Mais: trabalhos de propriocepção e mobilidade articular também devem fazer parte do seu treino.
8. Tenha um plano de corrida
É preciso saber qual será o seu ritmo durante o percurso. Isso ajuda a fazer com que a sua prova seja bem executada, evitando que você largue muito rápido ou não corra com o seu pleno potencial. Uma boa estratégia para os 21 km, aliás, é fazer o split negativo, quando você corre a primeira metade da prova um pouco mais devagar do que a segunda etapa. É claro que tudo deve ser treinado antes de ser colocado em prática para que tenha resultado na hora H.
9. Cuidado com as novidades
Nos dias que antecedem a prova evite mudanças na alimentação, nos treinos e nos tênis. Além disso, busque ter regularidade nos treinos nessa fase final e faça um ajuste fino para que possam ser alcançados os resultados esperados.
(Fonte: Antonio Caputo da Costa, coordenador da Academia Proforma e da Speed Assessoria Esportiva – Rio de Janeiro)

LONGÃO À VISTA: ACERTE NO RITMO

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Um dos melhores treinamentos para trabalhar a resistência e o volume de corrida, o longão é a aposta certa de muitos corredores, principalmente, nos finais de semana, quando agenda tem mais tempo livre. Ele funciona, basicamente, como ensaio do programa de treinamento, com a função de preparar seu corpo e organismo para o próximo desafio.
Esse tipo de treinamento é indicado não só para quem irá correr uma maratona. Ele serve tanto para as provas mais curtas quanto as maiores, pois em ambos os casos você irá precisar de condicionamento físico e preparo mental para cruzar bem a linha de chegada. Além de ganhar resistência física e tolerância mental, o longão pode te ajudar a concluir (bem) a corrida.
Mas qual o ritmo certo?Como a função principal do longão é trabalhar a sua resistência, não é necessário que você saia correndo em disparado e em velocidade máxima (para isso, existem os treinos intervalados e de tiros, que trabalham, justamente, a velocidade).
É preciso que você tenha em mente que, se acelerar demais, irá ficar cansado e esgotado muito mais rápido, mas que também ir muito devagar (fora do seu ritmo habitual) poderá contribuir para dores desconfortáveis em seu corpo. Por isso, fale com um treinador ou tente dosar você mesmo o ritmo certo, ficando perto dos 75% da frequência cardíaca máxima (FCM).
Uma dica para que você consiga dosar o ritmo é tentar conversar durante a corrida: se estiver na intensidade adequada, conseguirá conversar sem problemas.
Longão para cada distânciaApesar de ser indicado para todos os corredores, é preciso ficar atento a algumas recomendações em relação à distância.
5 km: para correr esta distância, você não é obrigado a incluir o longão em sua planilha de treinamentos. Mas, é importante e poderá te ajudar. Caso opte por este treino, considere adicionar de 2 a 3 km além dos 5 km para atingir a meta.
10 km: também não é obrigatório este treino, mas pode ser um diferencial na hora da prova. Experimente adicionar 5 km ao treino para estar mais preparado para os 10 km.
21 km: nesta distância, é necessário incluir o longão a sua planilha. Como o desgaste do corpo é ainda maior, você precisará treinar a mente para encarar melhor o desafio.  Corra de 10 km a 13 km.
42 km: para correr uma maratona é essencial e extremamente importante usar o longão, pois sem ele o risco de lesões aumenta e sua mente pode ficar muito mais desgastada.  Faça de 24 km a 32 km.
(Fonte: Fábio Meirelles Neto, treinador e professor de educação física na UNINOVE – SP)

TREINO PARA TERMINAR BEM A CORRIDA

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Em provas mais longas, depois de passar um bom tempo correndo, a sua musculatura já fica cansada e pedindo arrego? Saiba que isso pode ser minimizado se você fizer exercícios focados em diminuir a fadiga muscular no final da prova, o que otimiza o rendimento e melhora a performance.
Essas provas de média e longa distância realmente têm como característica fazer com que o corredor chegue ao final do percurso esgotado, não tendo energia para dar aquele gás final.
O treinamento de corrida desenvolve as vias metabólicas (diferentes tipos de fonte energética para diferentes tipos de fibras), para, de uma maneira eficiente, responderem no momento certo. Para que você entenda, os músculos são compostos por diferentes tipos de fibras musculares, que se contraem dependendo da exigência solicitada. Por exemplo, quando você precisa de muita força em um curto espaço de tempo (5 a 10 segundos), são usadas as fibras brancas do tipo IIA. Quando é preciso acionar as fibras por um período um pouco maior (de 10 a 30 segundos), o seu corpo usa as fibras do tipo IIB, que são as fibras de potência. A partir de 30 segundos, o organismo recorre às fibras do tipo I, de contração lenta, que têm maior capacidade de captação de oxigênio para metabolizar energia.
Durante a corrida, na maior parte do tempo são as fibras do tipo I que trabalham. Mas, em determinados momentos, você precisa aumentar a velocidade, vencer uma subida ou mesmo dar um tiro forte para passar um oponente no final da prova. Assim, para melhorar a capacidade de ativação das diferentes fibras, é preciso induzi-las (com o treinamento) a armazenar mais energia, tornando-as eficientes no momento certo.
As provas de média e longa duração, onde a exigência muscular e articular é muito alta, podem levar o seu corpo a sentir certo desconforto na reta final. O excesso de tempo de tensão dos tendões e a exigência maior dos ligamentos podem levar a dores indesejadas. Para que isso não aconteça, a combinação de exercícios de força e treinamento específico das vias metabólicas farão com que você chegue inteiro e com sobras ao final do percurso.
O treino a seguir deve fazer parte da sua rotina ao menos duas vezes na semana. Faça entre 10 e 15 repetições de cada movimento e ganhe rendimento na corrida.
1. Agachamento em base instável
Como atua: a extensão do joelho e do quadril fortalece as estruturas que envolvem essas articulações. O uso da base instável gera tensão maior nos tendões e ligamentos, fortalecendo-os.
Em cima do bosu, com os dois pés paralelos, faça um agachamento e volte à posição inicial.
2. Afundo com apoio nos step
Como atua: exercício eficiente para melhorar a resistência das estruturas do joelho.
Apoie um dos pés no step e flexione o joelho da perna que está no chão até atingir 90º. Volte à posição inicial e faça o movimento com a outra perna.
3. Avanço
Como atua: a passada frontal e o seu retorno levam à instabilidade articular de tornozelo, joelho e quadril, fortalecendo essas regiões.
Com os pés paralelos e o trono ereto, dê um passo à frente, flexionando o joelho até atingir 90º. Faça o mesmo movimento com a outra perna.
4. Flexão de joelho com apoio na bola
Como atua: fortalece os músculos posteriores da coxa, que fazem parte de um treinamento eficiente a aciona toda a cadeia muscular envolvida na corrida.
Deitado de costas, apoie os pés na bola e mantenha o quadril elevado. Em seguida, flexione os joelhos, fazendo força no abdômen.
5. Abdução lateral no solo
Como atua: eficiente para o fortalecimento do glúteo médio, um dos principais estabilizadores do quadril.
Utilizando caneleira, deitado de lado, estenda e eleve a perna lateralmente.
6. Subida no banco unilateral
Como atua: grande estabilização de quadril, joelho e tornozelo, além de dar força ao quadríceps.
Apoie um dos pés no banco e, em seguida, suba no acessório fazendo força apenas com a perna que está apoiada. Cuidado com o equilíbrio.
7. Flexão plantar
Como atua: eficiente para dar força à panturrilha e estabilizar o tornozelo.
Coloque a ponta dos pés no step, deixando o calcanhar livre. Em seguida, realize a flexão plantar elevando o calcanhar.
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(Fonte: Moises Marinho, coordenador técnico da Fórmula Academia – São Paulo)

FORTALEÇA OS PÉS COM ESTE TREINO

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Você não pensa sobre a importância dos seus pés na corrida até se machucar. E as lesões daqueles que o sustentam durante as passadas estão entre as mais chatas de serem tratadas e que deixam o corredor afastado dos treinos por mais tempo. Segundo estudos da Universidade de Cleveland (EUA), em média os pés levam 71 dias para a reabilitação completa. Isso porque eles são sobrecarregados durante os exercícios. O impacto das passadas é tão grande que pode chegar a três vezes o seu peso corporal. Por isso, se a musculatura não estiver preparada, o corpo reclama, de fato.
Para relaxar, boa parte dos corredores aposta na liberação miofascial, quando você desliza a face plantar sobre um rolo, um bastão ou uma bolinha, e na salmoura, quando você coloca os pés em um recipiente com água morna e sal para relaxar aqueles que sofrem tanto durante a corrida.
No entanto, para evitar problemas, é preciso fazer, ainda, fortalecimento dos pés com exercícios específicos e educativos de corrida. Isso faz com que a sua postura melhore e, consequentemente, evita as lesões mais frequentes nos pés como a tendinite, a bursite, o rompimento dos tendões (parcial ou total) e a fascite plantar.
Os exercícios, a seguir, são boas escolhas para fortalecer a musculatura dessa região. Eles devem ser realizados uma ou duas vezes por semana, junto com o seu treino habitual.
1. Flexão de dedos
Use os dedos como uma pinça, pegando pequenos objetos como, por exemplo, tampas de canetas ou de garrafas de água.
Benefício: fortalecimento, prevenção e recuperação do tornozelo.
Faça duas séries de 15 repetições em cada pé.
2. Flexão de tornozelo
Use uma caneleira de 2 a 3 kg que deve estar presa na parte anterior dos pés. Sua perna deve estar apoiada em um banco ou em uma cadeira, deixando o pé livre para realizar o movimento de flexão e extensão.
Benefício: fortalecimento tibial.
Faça três séries de 15 repetições.
3. Fortalecimento articular do tornozelo
Sentado com o dedão apontado para frente, desenhe no ar letras do alfabeto. Gire o dedão no sentido horário e anti-horário. O movimento deve ser realizado usando apenas a articulação do tornozelo.
Benefício: aumenta a amplitude da articulação do tornozelo como forma de prevenção.
Complete todas as letras do alfabeto
4. Flexão plantar
Com as mãos apoiadas na parede, sem encostar os calcanhares no chão, realize a extensão do tornozelo unilateral ou bilateral.
Benefício: fortalecimento plantar e articular.
Faça três séries de 15 repetições.
5. Flexão plantar excêntrica
Sobre uma plataforma, apoie a parte anterior dos pés, deixando os calcanhares livres. Flexione os pés, sendo que o calcanhar deve passar a linha da plataforma com o objetivo de alongar a panturrilha e o tendão do tornozelo. Desça lentamente e voltar à posição inicial.
Benefício: alongamento muscular e fortalecimento dos tendões.
Faça três séries de 10 repetições.
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(Fonte: José Eduardo Coghi Pompeu, educador físico da Bodytech Market Place – São Paulo)

APOSTE NA BIOMECÂNICA

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Foto: Shutterstock
Na corrida, há um padrão ideal de movimento e segui-lo, dentro de suas limitações, é o ideal. Um estudo com corredores africanos mostrou que eles são superiores por possuírem melhor transferência de movimento (o processo da passada), o que faz com que apresentem uma inércia superior (movimento mais natural).
Têm ainda ângulos articulares mais propícios, facilitando a movimentação. Para Paulo de Tarso, “realizar trabalhos de fortalecimento muscular e exercícios educativos é essencial para a melhora da postura, explorando sempre quadril, joelhos e tornozelos”. Com os músculos e postura desenvolvidos, é possível melhorar a biomecânica de corrida, tornando o movimento mais natural.
Segurançafique atento à posição de impacto dos pés, que devem aterrissar ao centro e abaixo do corpo. Como a estabilidade é fundamental para evitar lesões, fortaleça a musculatura abdominal e das pernas, minimizando a sobrecarga nos joelhos.
Posturaevite movimentar os cotovelos muito à frente do corpo, impedindo grande inclinação e sobrecarga na lombar. Corra com o peito aberto e relaxe os músculos ao redor dos ombros.
Relaxamentoo movimento dos braços deve ser sincronizado. Para se policiar, conserve em mente uma imagem de movimentação relaxada e nunca cerre os punhos enquanto corre.

MONSTROS INTERIORES DOS (AS) CORREDORES (AS)

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Um grande desafio dos atletas é manter a mente equilibrada enquanto o corpo não responde aos comandos. Para que o seu lado psicológico trabalhe mais forte nas competições, Marisa Markunas, psicóloga do esporte, aconselha o trabalho diário do lado mental. “Invista na autopercepção e na constante avaliação sobre suas sensações corporais e as emoções”, indica.
Objetivos e planejamentosMarisa acredita que “os fatores psicológicos devem ser alimentados pela autovalorização, baseada em análises realistas dos treinos, gerindo pensamentos e emoções durante a preparação”. Mas como fazer isso? Conversando consigo mesmo ao longo dos treinos mais duros, preparando a sua mente para a prova. As técnicas abaixo, propostas pela especialista, podem ser aplicadas durante a preparação, te ajudando a driblar os problemas nas competições.
- Diálogo interior“Converse” com você mesmo nos momentos difíceis durante os treinos. Nessa hora, o ideal é povoar a cabeça de pensamentos positivos, pensar no sucesso. Já nos momentos favoráveis, procure recordar as fases de superação e o quanto brigou para alcançar o resultado.
- FrasesAlguns corredores adotam essa técnica e escrevem frases de incentivo nos próprios braços para ler durante a prova. Isso ajuda de forma mais direta a trocar pensamentos ruins por incentivo. Procure não pensar em quanto falta para o objetivo, mas em quanto já conseguiu superar do desafio.
- VisualizaçãoCrie imagens em sua mente e imagine-se vencendo.
- ImagéticaVisualize o público (ou familiares e amigos) celebrando e o parabenizando pela vitória. Sinta a emoção de um resultado positivo.

SEM TECNOLOGIA: FAÇA SEUS MELHORES 42KM

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Que os recursos tecnológicos são ótimas pedidas para ajudar no dia a dia do corredor ninguém pode negar. O uso da tecnologia é muito útil e válido, uma vez que ela ajuda na marcação de ritmo, distância, frequência cardíaca, além de permitir que você bata seus tempos pessoais. Mas que tal fazer uma maratona diferente e conseguir melhores marcas sem que seja necessário o auxílio de gadgets?
A ideia é que você siga o exemplo dos grandes atletas da elite das maratonas e escute o seu corpo, ditando o ritmo a ser empregado conforme sua experiência e bagagem de treinos e provas. Isso é importante porque quando você não presta atenção no que está sentindo e na sua percepção de esforço, fica preso, apenas, à tecnologia e aos números que ela disponibiliza, o que pode fazer com que você se vicie nesse recurso, fazendo treinos menos proveitosos.
Como melhorar o pace?
Para manter um bom ritmo na maratona e marcar o seu melhor pace nos 42 km, sem ter auxílio durante as passadas, é preciso que os seus treinos mudem. Você deve apostar no controle de ritmo, um estilo de corrida que se baseia em correr entendendo o ritmo do corpo, quando você deixa de lado relógio, marcador de distâncias e metragens do percurso, e passa a dar as passadas somente por orientação do seu esforço físico ou metas específicas, sem a ajuda de nenhum material adicional.
Para isso, você pode escolher lugares demarcados para correr, usando apenas o tempo para determinar as variações da corrida, ou pode usar a percepção de esforço para que o treino seja mais proveitoso. No segundo caso você deve estipular um local inicial e final para os seus treinos, buscando sempre o seu melhor ritmo. Mantenha o conhecido pace de “cruzeiro” (quando você não está nem cansado, nem com dores) e o foco na boa respiração, na postura correta e nas passadas. Assim, você aprenderá a mensurar a corrida à base de esforço. E faça treinos variados para experimentar todos os tipos de esforços e percepções possíveis de uma corrida.
Lembre-se de que aqueles que sabem correr sem relógio são grandes corredores, pois quando há dependência de apetrechos tecnológicos os atletas não conseguem manter ritmo nem cadência, caso estejam sem esses indicadores. Com esse treino você estará desenvolver o senso de ritmo, o que é essencial para fazer uma boa maratona.
(Fonte: Francisco Rainone Junior, responsável pelos treinos do grupo de corrida da Cia Athletica – Porto Alegre)

DIFERENÇAS ENTRE FARTLEK E INTERVALADO

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Fartlek e intervalado são duas ótimas pedidas para quando você quer ganhar rendimento na corrida de rua. No entanto, esses dois treinos causam dúvidas nos corredores por, certas vezes, serem parecidos. Para que você não confunda mais os dois tipos de treinamentos, segue uma explicação simples de cada um deles. E não se esqueça de inclui-los em sua planilha semanal para voar baixo.
Fartlek
Existem quatro tipos de treinos de fartlek. No Fartlek Original o corredor define a distância e a velocidade da corrida de acordo com sua disposição no momento do treino, que deve ser realizado em terrenos irregulares, com subidas, descidas, retas, asfalto, grama, areia, terra batida, etc. O segundo é o Fartlek Dirigido, quando o treinador controla e orienta as variações de distância e velocidade do seu treino. Esse tipo de exercício deve ser realizado em um local onde o treinador conheça as irregularidades do terreno ou em uma esteira, onde fica mais fácil controlar a velocidade, a duração e a inclinação aplicada na corrida.
Existe, ainda, o Fartlek Especial, com variação de velocidade, distância e duração do treino. Aqui, durante o repouso ativo você ainda acrescenta exercícios educativos de corrida para que o resultado da corrida seja ainda melhor. Por fim, o Fartlek Líder é realizado com um grupo de corredores que esteja no mesmo nível. Esse tipo de fartlek depende de cada um dos corredores, já que em cada momento do treino um corredor determina o ritmo a ser seguido, enquanto os outros o acompanham. Em seguida, outro corredor ultrapassa o líder e determina o ritmo da corrida. Mas é importante respeitar a duração de cada estímulo e a alteração da velocidade para que o treino traga resultados.
Quem pode realizar?
Esse tipo de treino pode ser praticado por qualquer atleta em todos os períodos e fases de treino. Ele aumenta a intensidade das passadas e o desgaste muscular, gerando o ganho de força e resistência.
Vantagens
- Sair da rotina de treino;
- Melhorar o sistema cardiovascular;
- Liberdade de execução;
- Prepara o corredor para as ultrapassagens que ocorrem durante as provas.
Desvantagem
- Falta de controle da carga quando o local de treino ainda não é conhecido.
Intervalado
O treino intervalado se baseia em um trabalho de velocidade em que o atleta realiza tiros seguidos de um período de descanso. Normalmente, esses estímulos são mais fortes e o tempo de recuperação é menor que no treino de fartlek. Esse treino requer total controle de carga, duração, distância, esforço e frequência semanal. Aliás, para o controle preciso do intervalado a esteira pode ser uma ótima aliada.
Quem pode realizar?
Qualquer atleta, do iniciante ao mais avançado.
Em tempo: esse treino é muito bom para quem está iniciando na corrida quando o corredor alterna caminhada, trote e corrida.
Vantagens
- Suportar estímulos fortes e intensos;
- Controle do ritmo;
- Aumento da capacidade aeróbia e anaeróbia.
Desvantagem
Aumenta do risco da fadiga ou de lesões se não for bem orientado.
(Fonte: Cristiano Santana, líder do grupo de corrida da Cia Athletica, unidade Kansas – São Paulo)

COMO DESCANSAR ENTRE AS SÉRIES

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Você está fazendo treinos para ganhar velocidade ou ritmo e, inevitavelmente, precisa dividir as passadas em algumas séries de corrida. Mas sempre que você faz uma pausa para o devido descanso, fica em dúvida se o tempo de repouso não está longo demais ou muito rápido.
Esse descanso é essencial para que o corpo entenda os estímulos das séries e evolua. Com os intervalos o organismo se recupera do esforço, você ganha folego, gera energia e ajusta o ritmo para os próximos tiros. Mas você precisa prestar atenção para não forçar demais a musculatura por voltar à corrida rapidamente ou, ainda, fazer com que o treino fique mais fácil do que deveria por ficar muito tempo parado.
Para não ter problemas, tenha sempre em mente que treinos mais intensos exigem intervalos maiores, de três a quatro minutos, enquanto treinos com menores intensidade pedem um repouso de dois ou três minutos.
Outra boa regra pode ter como base o objetivo do seu treino. Por exemplo, se a sua meta é melhorar o ritmo, você deve fazer treinos ritmados mais fortes e descansar por dois minutos. Se a ideia é ganhar velocidade, os treinos devem ser de tiros curtos, com repouso de três a quatro minutos. Para a progressão de ritmo, pare por um ou três minutos, enquanto que treinos de tiros em subidas pedem um descanso de três a cinco minutos.
Além disso, para que o intervalo de recuperação seja proveitoso você não deve ficar totalmente parado. Aproveite a pausa para se hidratar ou para fazer pequenos alongamentos, o que trará ótimos benefícios para a sua corrida.
(Fonte: Leandro Sandoval, treinador da assessoria esportiva Life Training – São Paulo)

O CONSUMO INTELIGENTE DA PROTEÍNA

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Nosso corpo precisa de proteína para formar ossos fortes, músculos, pele e células. Como não podemos armazenar esse nutriente da mesma forma que estocamos carboidratos, por exemplo, é necessário consumir a quantidade ideal de proteína todos os dias.
Caso a ingestão de proteína ultrapasse 2 g por kg do seu peso corporal, há um estímulo a degradação proteica. Portanto, o consumo ideal do nutriente, encontrado em abundância na “dupla dinâmica” arroz e  feijão, carne, peixe, frango, ovo, leite e derivados, deve ser de 1,2 a 2 g por kg do seu peso.
A ingestão exagerada da proteína pode sobrecarregar o rim, já que não fazemos estoques desse nutriente e todo excesso é eliminado. Para uma ingestão inteligente do nutriente, é necessário calcular qual o consumo feito em sua dieta normal e, a partir daí, avaliar a necessidade de suplementação.
(Fonte: Luciana Lancha, nutricionista do Physio Institute – São Paulo)

5 LANCHES NUTRITIVOS PARA A CORRERIA DO DIA A DIA

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É unanimidade entre todos os nutricionistas: o ideal é comer a cada três horas. Mas, com a correria do dia a dia, trabalho e treino, como achar um tempinho para comer, ainda mais neste curto espaço de tempo? Nessas horas um lanchinho pode ajudar. A seguir, veja algumas opções de lanches rápidos e nutritivos.
Frutas: elas são leves, ricas em vitaminas, minerais e fibras.
Iogurte desnatado com granola, aveia e linhaça: em uma tigela você tem proteína magra, fibras, carboidratos, cálcio e pouca gordura.
Bisnaguinha integral com patê de creme de ricota com atum e salsinha: promove a sensação de saciedade, contém cálcio, proteínas e um pouco de fibras.
Rolinho de peito de peru com queijo branco light: esse é para quem pretende fugir do carboidrato sem exagerar na gordura.
Castanhas e frutas secas: ricas em gorduras saudáveis, açúcar de frutas (que é melhor do que açúcar o branco), fibras e minerais antioxidantes.
Todos esses lanches podem ser saboreados a qualquer momento do dia (manhã, tarde e noite). Basta fazer uma boa programação com seu nutricionista para que as quantidades e horários sejam os mais adequados.
(Fonte: nutricionista Andre Pellegrini, do Instituto do Atleta – INA, de São Paulo)