domingo, 4 de maio de 2014

Gás na corrida: dicas de abdominal, suplemento e alongamento


abdominal (Foto: Getty Image)Abdominal não ajuda a perder barriga, reeducação alimentar é o mais eficiente (Foto: Getty Image)








Um dos grandes aspectos para evoluir na corrida, ou em qualquer outra atividade esportiva, é que você faça boas escolhas. E para fazê-las é importante que você detenha informações certas. Selecionamos cinco perguntas e as respondemos de forma bem objetiva, para que você, na prática, consiga ganhar conhecimento para poder evoluir ou para não repetir erros do passado. Isso pode ser o caminho mais curto para o seu próximo objetivo.
Você precisa alongar antes da prova?

É muito importante que você tenha o hábito de se alongar em algum momento do seu dia, mas antes da sua competição é importante que você aqueça. É esse aquecimento, caminhado ou correndo (dependendo do seu nível), que prepara o corpo para o esforço da corrida. Aumentando gradativamente a temperatura dos seus músculos e o seu ritmo de respiração, por exemplo – isso permite que você consiga um melhor aproveitamento do oxigênio que respira. Apenas alongar e alinhar para a largada não funciona. Então, aproveite aqueles minutos antes da prova e faça um aquecimento específico para você, deixe o alongamento para de noite, em casa.
Se você busca performance, precisa suplementar a sua alimentação?

Sim, se você é um amador movido à recordes, não vai conseguir, na prática, tirar toda a energia que precisa dos alimentos. O apoio de um nutricionista é fundamental para completar a sua dieta com vitaminas e outros nutrientes. Em algum momento da sua carreira, esse equilíbrio e o consequente sucesso alimentar, podem ser a diferença entre conseguir um recorde pessoal ambicioso ou se machucar tentando.
Por que o corredor deve procurar reduzir o consumo de álcool?

Bebidas alcoólicas vêm sempre carregadas de calorias. Mas não é só isso - o álcool retarda o uso de gordura como combustível. Se você passa do ponto e bebe muito, seu fígado, que é responsável por centenas de tarefas, dá prioridade a uma delas: metabolizar o álcool. E deixa de processar os carboidratos, gorduras e proteínas, que acabam se acumulando em forma de gordura. O resultado desse processo, em várias ocasiões, é o ganho de peso. E na corrida, independente do seu nível, menos peso = mais performance.
Qual o melhor abdominal para perder a barriga?

Um dos maiores mitos quando se fala em perder a barriga é o fato de que fazer abdominal é a melhor solução para o problema. Alguns produtos até prometem milagres e resultados impressionantes de uma hora para a outra e com pouco esforço. Entretanto, a reeducação alimentar é o primeiro e mais importante passo desse processo. Os músculos estão ali, mas eles vão aparecendo à medida que a gordura abdominal vai sendo eliminada. Não adianta fazer abdominais e continuar se alimentando mal.

Você tem paciência?
Muitas alterações positivas trazidas pelos seus treinos não são visíveis no espelho ou na balança logo nas primeiras semanas. Alguns esperam perder peso quase que de forma instantânea e ir mais longe ou mais rápido em um piscar de olhos. A perda de peso e, principalmente a redução de medidas vão acontecer, mas é preciso tempo para condicionar músculos, ligamentos e tendões, por exemplo. E esse processo de adaptação geral do corpo é individual, por isso pode acontecer de você ter um amigo que emagreceu ou conseguiu melhores resultados mais rápido (ou mais devagar). Respeite esse tempo e mantenha-se regular.
Gustavo Luz Távora (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)
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Treinar com gripe ? Corrida em alta temperatura ? Tire suas dúvidas

Nos últimos anos, a corrida realmente entrou na vida de muitos brasileiros, e o número de corredores se multiplicou. E isso, consequentemente, aumentou o nível de disputa de várias provas importantes das distâncias mais comuns (5, 10, 21 e 42km). Só para se ter uma ideia, há dez anos, por exemplo, um corredor de 5km com o tempo de 20 minutos conseguia chegar, talvez, entre os vinte primeiros em uma boa corrida amadora no Rio de Janeiro. Hoje, para conseguir um Top 20 em uma prova carioca clássica como a Corrida de São Sebastião esse mesmo corredor precisaria correr pelo menos dois minutos mais rápido. Esse tempo de 20 minutos o colocaria “apenas” entre os 45 primeiros.

Isso ilustra a seguinte situação: chegar mais na frente está cada vez mais difícil, em todas as distâncias, tanto para você que corre 10km em 40 minutos quanto para o seu amigo que corre em 1h. E para conseguir esses bons resultados pessoais e/ou superar aqueles que disputam a prova com você até o final, prestar atenção em detalhes, e com isso fazer boas escolhas no treinamento e nas provas, é uma estratégia muito interessante. Confira abaixo duas situações que podem acontecer com você e veja como contorná-las ou minimizá-las.
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corredor euatleta (Foto: Getty Images)Em busca do recorde pessoal: confira detalhes que podem fazer toda a diferença (Foto: Getty Images)







1) Você está treinando bem e rumo ao seu recorde pessoal, mas na semana da prova começa a sentir que a gripe está te pegando e/ou a garganta está arranhando.
Não adianta brigar contra as defesas do organismo, o mais importante aqui é tentar chegar no final de semana da prova o mais recuperado possível. E talvez para isso, você tenha que diminuir bem o ritmo do treinamento ou mesmo ficar por um ou dois dias sem treinar (os treinos ficam em segundo plano mesmo). É investir em cama e comida, sem aquela preocupação de que vai perder treino e que vai piorar. Se até quinta ou sexta feira você já tiver se sentindo 100%, pode ser que o seu objetivo ainda possa ser alcançado. Forçar a barra e negligenciar esse período provavelmente retardará a sua recuperação, então veja se realmente vale à pena treinar. Na pior das hipóteses, fique a semana de molho e vá apenas para a prova. Talvez não saia o seu recorde, mas o melhor que você puder fazer já será um bom resultado e você ganha a experiência de mais uma prova. Lembre-se: saúde é sempre mais importante do que o tempo do relógio para os amadores, até por que se não tiver saúde, fica difícil ser regular nos treinos e melhorar.
2) Você fez vários treinos de ritmo para a sua prova alvo e está bem afiado para acelerar na corrida, só que na hora da largada a temperatura está acima dos 26 graus e a umidade beira os 80% (isso acontece algumas vezes no verão do Rio, por exemplo).
É quase certo que você não consiga manter aquele seu ritmo de treino numa situação desfavorável como essa, bater recorde pessoal então, fica mais difícil ainda. Sabendo disso, o seu ajuste tem que ser feito antes da largada. Se, por exemplo, seu ritmo de começo de meia maratona é de 5 minutos/km, uma boa estratégia é começar uns 10 ou 20 segundos mais lento e ir sentindo a prova. Faça essa avaliação com calma, pode ser que dê para acelerar um pouco com o passar dos quilômetros, mas pode ser que você tenha que ir ainda mais devagar.
Desconsiderar essas duas variáveis importantes (temperatura e umidade) ou colocar essa estratégia mais conservadora em prática só lá na frente (quando você perceber que já não dá mais e ainda está na metade do caminho), pode fazer com que você acabe a prova vagando. E aí aqueles três minutos que você ganhou por que não aliviou no começo viram 15 se arrastando para completar a prova. Numa situação de temperatura e umidade elevadas, seu corpo gasta ainda mais energia para não superaquecer, logo, sobra menos energia para movimentar os músculos. E, na prática, isso significa essa segurança de alguns segundos a mais por km no seu ritmo.

Gustavo Luz Távora (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)
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Chocolate previne câncer, alivia dores e reduz risco de AVC, diz pesquisa


Chocolate Diet EU ATLETA (Foto: Reprodução)Chocolate: benefícios à saúde (Foto: Reprodução)


Além de ser um alimento bastante atraente para a maioria das pessoas, o chocolate quando consumido com orientação e moderação, pode trazer uma série de benefícios à saúde. Ocacau presente no chocolate apresenta substâncias chamadas de fitoquímicos que, de acordo com pesquisas científicas, demonstram grande potencial para a saúde do homem.
O fitoquímico presente no cacau é chamado deflavonóide e está presente nas sementes de cacau e seus derivados, como o chocolate amargo, o cacau em pó e a massa de cacau. Quanto mais cacau o chocolate apresentar, maior será o seu poder antioxidante.

Vale entender os diferentes tipos de chocolate que consumimos: o chocolate branco não tem cacau e tem mais açúcar e gordura. O chocolate ao leite é o mais popular, com alguma quantidade de cacau, leite e açúcar. Temos ainda o chocolate meio amargo, com 40% a 55% de cacau, pouca quantidade de manteiga de cacau e açúcar. Já o chocolate negro ou amargo é o que tem mais cacau, entre 60% a 85%, menos açúcar e gordura. Portanto, este chocolate (negro ou amargo) é o que pode trazer mais benefícios para a saúde.
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Este delicioso alimento favorece a prevenção do câncer de intestino, devido à presença de moléculas com efeito antioxidante, protegendo as células de degeneração causada pelo tumor. Promove também a sensação de bem estar pelo aumento na produção de hormônios que promovem o relaxamento. O consumo adequado do chocolate amargo melhora o fluxo das artérias, beneficiando a saúde cardiovascular e diminuindo os níveis de LDL (colesterol ruim).

Novas descobertas divulgadas pela Sociedade Americana de Química revelaram a razão pela qual o chocolate traz benefícios para a saúde. De acordo com a pesquisa feita por uma universidade de Louisiana, micróbios presentes no intestino humano fermentam o cacau de forma a transformá-lo em anti-inflamatórios que mantêm a saúde do coração.  Alimentadas pelos compostos presentes no cacau, as bactérias metabolizam estes ingredientes em moléculas menores, mais facilmente absorvidas pelo corpo, a fim de diminuir a inflamação do tecido cardiovascular e reduzir o risco de derrames.

O uso contínuo do cacau do chocolate pode amenizar os danos cerebrais pós-AVC, protegendo as células nervosas. Durante a gestação, o cacau pode ser ingerido com orientação para reduziro risco de pré-eclâmpsia. Estudos mostram que mulheres que fazem a ingestão de cacau por no mínimo cinco vezes na semana têm 40% a menos de chances de desenvolver o problema. O chocolate também pode ajudar na prevenção de dores, pois tem efeito analgésico natural. No quesito beleza, o chocolate tem efeito hidratante e antioxidante, combatendo radicais livres e evitando a oxidação celular, prevenindo o envelhecimento.
É importante lembrar que o consumo do chocolate, mesmo com uma concentração significativa de cacau, não deve ser feito sem orientação e em quantidades exageradas. Para se obter todos osefeitos positivos que este delicioso alimento oferece, devemos consumir 30g ao dia.
Natália Oliveira (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)
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Maratonas "pedem" preparo muscular especial que previna lesões ósseas


Os músculos do corpo envolvem os ossos e as articulações, dando suporte e amortecendo o impacto sobre os mesmos. É necessário que a estrutura óssea esteja protegida pela musculatura, ligamentos e tendões, que devem ser fortes e flexíveis para diminuir o risco de lesões por estresse. 
As mulheres estão mais sujeitas à lesão por estresse devido às oscilações hormonais, que podem afetar a massa óssea. Portanto, elas precisam se preparar melhor do que os homens para atividades físicas muito intensas e repetitivas, como as maratonas.
A fim de evitar as lesões por estresse, é necessário que o atleta faça um fortalecimento muscular progressivo nos aparelhos de musculação, no Pilates, na água ou na areia, através do trabalho funcional, para criar uma capa em volta dos ossos.
Musculatura e esqueleto Eu Atleta (Foto: Reprodução internet)Os músculos do corpo envolvem ossos e articulação, amortecendo impactos (Foto: Reprodução internet)
Algumas pessoas têm ossos mais fortes do que outras, assim como a camada muscular, que varia de acordo com a genética, a idade, o sexo, entre outros fatores. Por isso, precisamos conhecer nosso corpo. A qualquer sinal de incômodo, desconforto ou de dor, devemos parar de fazer o exercício, observar o local e, caso o sintoma continue, consultar um ortopedista.
Durante a corrida, o atleta está muito empolgado, o nível de serotonina está elevadíssimo, e ele consegue superar o trauma momentaneamente. As dores e as consequências aparecem depois da prova.
O tratamento fisioterápico aquático pode ser bem intenso, respeitando a dor e os danos causados pelo estresse ósseo. As sessões de hidroterapia são dinâmicas, sem nenhum impacto, utilizando caneleiras flutuantes que oferecem resistência, mantendo a musculatura fortalecida.A primeira fase do tratamento será feita com fisioterapia aquática e natação. Após está etapa, a hidroterapia continua, mas com mais impacto, utilizando mais a ação da gravidade. Na natação, serão utilizados pés de patos para depois, progressivamente, iniciar o trabalho no solo.
O atleta pode manter seu condicionamento cardiorrespiratório e a musculatura fortalecida através de exercícios coordenados com a respiração, oxigenando o tecido celular e aumentando a produção das células ósseas para regeneração do tecido lesionado. A utilização das propriedades físicas da água é importante para intensificar este trabalho.
Vamos ficar atentos ao nosso corpo e preparar nosso invólucro muscular para proteger a estrutura óssea para as maratonas!
Sandra Wegner (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)






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Comum na lombar, escorregamento de vértebra exige reforço muscular


hidroterapia Eu Atleta  (Foto: Divulgação)Hidroterapia fotalece musculatura (Foto:Divulgação)
A espondilolistese é um escorregamento de uma vértebra sobre a outra, mais comum na região lombar. Ela pode ser congênita, ou seja, a pessoa já nasceu com ela, ou adquirida por estresse ósseo, doença reumatológica, traumatismos, entre outras causas.
Quando sentimos dor continua, mesmo que não seja tão intensa, é necessário investigarmos. Existem diversos níveis de gravidade. Às vezes, o escorregamento é nível 1, mas podemos agravar a patologia se começamos a correr, causando impacto sobre a coluna. Cada caso é diferente. É necessário consultar um especialista. A resposta individual deve ser levada em conta.
É necessário trabalhar a musculatura envolvida, lembrando-se da casa de força que abriga a coluna lombar, sobre a qual comentamos dois artigos atrás. Quando diminuímos a intensidade dos exercícios, a musculatura fica fraca, aparece a barriguinha, aumenta a instabilidade da coluna, e as dores surgem. Por outro lado, se exigimos muito do nosso corpo, geramos muito impacto sobre a coluna, e podemos agravar uma listese já existente.
No caso da espondilolistese, dependendo dos sintomas, é necessário ter sessões de hidroterapia com tratamento específico, utilizando as propriedades físicas da água para estabilização lombar e diminuição do quadro álgico.
Na água, temos maior facilidade para realizar os exercícios devido à diminuição de carga sobre as articulações por causa do empuxo, força que vem de baixo para cima. Podemos correr, saltar e chutar, movimentos impossíveis de serem realizados fora da água por muitos alunos que sofrem de problemas como a espondilolistese. Em contrapartida, a água em movimento oferece uma resistência catorze vezes maior que o ar. Sendo necessário realizar bastante força para vencer a turbulência criada pelo movimento. Vamos experimentar a hidroterapia primeiro e, após a recuperação, passamos para natação, hidroginástica, hidropilates, hidrorunning, e outras atividades.
hidroterapia Eu Atleta  (Foto: Divulgação)No caso da espondilolistese, a hidroterapia pode ser necessária para a recuperação (Foto: Divulgação)
Após um bom tratamento, com a aquisição da consciência corporal, com o domínio da respiração e o fortalecimento da musculatura, o atleta pode correr primeiro na água sem colocar os pés no chão e sem impacto. Depois com 10% do peso corporal, aumentando gradativamente até 50% do mesmo.
O atleta que gosta de correr no solo pode arriscar alguns trotes na areia, intervalando com a natação, dependendo da resposta do corpo. Devemos adaptar o nosso corpo à realidade existente, mantê-lo em bom estado e não piorá-lo. O maior objetivo é manter nossa qualidade de vida.
À medida que os anos passam, nossos ossos e músculos também se modificam. A lenda de que engordamos um quilo a cada dois anos não é verdadeira, mas é fato que o metabolismo fica mais lento. Por isso, a atividade física é importante para mantermos nosso arcabouço muscular protegendo ossos e articulações. Assim podemos manter a independência de ir e vir, subir e descer escadas, caminhar, dançar, praticar esportes, correr, nadar, fazer hidroginástica... Manter nossa vida ativa.
Sandra Wegner (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)
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Lesão no nervo do pé gera dor e pode piorar com corrida. Saiba como tratar


Neuroma Morton Eu Atleta (Foto: Reprodução)Lesão localizada no nervo plantar(Foto:Reprodução)
O Neuroma de Morton é um espessamento do nervo plantar. Ele piora quando o atleta caminha, sobe e desce escadas, faz agachamentos e , principalmente, quando corre. Os atletas que correm devem estar atentos a qualquer sintomas, principalmente se estiver começando.
Os sintomas do Neuroma de Morton são intensa dor no pé, sensação de formigamento ou dormência no pé e nos dedos do pé e sensação de choque entre o segundo e terceiro ou entre o terceiro e quarto dedos.
A falta de força da musculatura do metatarso pode provocar esta lesão, começa com simples calo e vai piorando. Por isto, é importante um tratamento precoce. As pessoas que têm pés planos, conhecidos como “pés chatos”, estão mais sujeitas a ter Neuroma de Morton.
Neste caso, a fisioterapia aquática é muito eficaz e pode evitar futura cirurgia. O objetivo inicial é diminuir a dor, a inflamação e melhorar a função. São realizados alongamentos da fáscia plantar, massagem transversal, fortalecimento dos flexores e extensores dos dedos dos pés e exercícios de propriocepção.
Utilizamos a técnica de ‘Bad Ragaz’, as mãos do fisioterapeuta oferecem resistência ao mesmo tempo que fazem um deslizamento farcial, alongamento da planta do pé.
Na água, realizamos um trabalho global do corpo, dando ênfase ao fortalecimento dos músculos do pé e ao mesmo tempo fazemos o alongamento da planta do pé, massageando, e realizando o descolamento da musculatura desta região.
Na fisioterapia aquática, o atleta ou paciente mantêm a força muscular sem agredir a planta do pé, sem agravar o problema. São realizados  exercícios com a resistência das mãos do fisioterapeuta, com a resistência da água, dos implementos e sem tocar o chão. Todo trabalho é realizado em “deep water”.
Dra. Sandra Wegner tratamento artigo Eu Atleta (Foto: Divulgação)Lesão no nervo do pé gera dor e pode piorar com corrida. A hidroterapia é indicada (Foto: Divulgação)
O próprio lesionado deve massagear o pé com creme diariamente. É importante o uso de palmilha de silicone que começa no calcanhar e termina antes dos dedos. Os sapatos devem ser confortáveis.
A dor pode ser constante, mas piora com os movimentos já citados. O caminhar na areia fortalece esta região, geralmente não dói. Está é a regra: não realizar nenhum exercício ou atividade que provoque dor.
Existem outros recursos na fisioterapia seca que auxiliam na involução do Neuroma de Morton. A cirurgia é indicada quando o tratamento conservador é ineficaz. Podemos evitá-la, tratando os primeiros sintomas, procurando auxílio do médico e do fisioterapeuta o mais rápido possível.Pode-se colocar o pé em duas bacias, uma com água quente e outra com água gelada, com gelo dentro. Permanecendo três segundos na água quente e um segundo na água gelada, conforme ilustrado na figura acima. Deve-se começar e terminar com a água quente. Se possível, repetir este procedimento de três a quatro vezes por dia.
Fiquem alertas, ouçam seu corpo. Os pés são a nossa base. Procure ajuda do medico para indicação do melhor tratamento.Sandra Wegner (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)
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Usadas no dia a dia, articulações dos joelhos merecem atenção especial



Hidroterapia Eu Atleta (Foto: Reprodução)Articulações dos joelhos são exigidas diariamente (Foto:Reprodução)
articulação do joelho é usada em todos os movimentos do dia a dia, levantar, sentar, caminhar, subir e descer escadas, agachar, etc. O uso diário é intenso para as pessoas ativas e para as sedentárias também, pois o joelho é necessário para qualquer movimento.
É muito importante termos a musculatura dos membros inferiores forte, flexível e funcional. Detalhes importantes que devemos levar em conta quando começamos a correr e quando decidimos a participar de uma corrida mais longa.
Um homem de 61 anos cuja atividade física diária é caminhar decidiu para de fumar. A família incentivou a abandonar o cigarro após ter tido complicação séria nos pulmões. Como prêmio, todos participariam de uma corrida de 16km, de Paris a Versailles.
Ao largar a nicotina, ele ganhou alguns quilos a mais, ficando com sobrepeso. Começou o treino de corrida muito empolgado, mas logo vieram as dores. Foi ao médico e descobriu um edema subcontral do platô tibial. O platô tibial recebe toda a carga do nosso corpo, todo o impacto, juntamente com o resto do joelho.
Esta pessoa já apresentava uma artrose no joelho chamada gonaítrose, lesão do menisco interno e comprometimento da patela. Mas estas lesões estavam quietas com as atividades diárias e as caminhadas. Quando vieram os 20kg a mais, somados ao treino de corrida, o joelho sentiu e surgiu o edema.
A famosa “água no joelho” é a defesa do organismo para proteger articulação, pedindo socorro. A lesão só não foi pior porque este futuro atleta de corrida possuía uma musculatura muito forte, mas faltaram adequação e variedade de estímulos.
Bato sempre na mesma tecla, não se deve correr todos os dias, principalmente os iniciantes.
Hidroterapia Eu Atleta (Foto: Divulgação)Hidroterapia reduz edema ósseo (Foto: Divulgação)




















O medico recomendou a fisioterapia aquática e dieta. O tratamento consiste no primeiro mês, trabalhar em deep water, sem impacto, com bastante mobilidade das articulações do quadril, joelho e tornozelo. O trabalho a principio é sem carga, só com a resistência da água. A pressão hidrostática que funciona com uma meia elástica - maior pressão no fundo e vai diminuindo na direção da superfície - ajuda a diminuir edema ósseo, e o empuxo aumenta o espaço entre as estruturas do joelho. O fisioterapeuta mobiliza a patela e faz o alongamento passivo. A água aquecida minimiza a dor e melhora a mobilidade das articulações.
progressão do tratamento seria aumentar para três vezes a fisioterapia aquática e acrescentar a natação sem a utilização de pés de pato. Quando a dor e o edema zerarem, a musculatura estando forte, inicia-se o trabalho de propriocepção visando o equilíbrio, com objetivo de evitar torções no joelho e no tornozelo.
O paciente pode começar a pedalar e continuar com a fisioterapia aquática e a natação. O objetivo agora é fazer o percurso de bicicleta e não correndo. Este paciente tem como meta de vida, visando proteger o avanço da artrose, caminhar, pedalar e nadar, não mais correr, e perder peso.
motivação de participar em competições diferentes é muito grande, mas nem sempre o corpo não acompanha a cabeça. Devemos respeitar os nossos limites. Às vezes, temos que sofrer um pouco para entender as nossas limitações.
Vamos ficar atentos aos sintomas, às dores e ir em direção à cura o mais rápido possível, evitando maiores danos.
Sandra Wegner (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)
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Fazer exercícios em jejum representa perigo e compromete desempenho



eu atleta exercício funcional Abdomen (Foto: Igor Christ / EU ATLETA)Praticar exercícios em jejum pode comprometer o
desempenho e causar mal estar (Foto: Igor Christ)
A tentativa de obter melhores resultados com a prática de exercícios físicos para perder peso e diminuir a gordura corporal leva as pessoas a adotarem alguns hábitos que acabam se popularizando sem que existam comprovações científicas.
Este é o caso da moda, recentemente resgatada, de fazer exercícios físicos em jejum. Este hábito tem sido difundido, apesar de não estar baseado em nenhum trabalho científico que comprove sua teoria. A hipótese na qual o princípio está baseado é a de que após certo período de jejum, o organismo teria menor disponibilidade de carboidratos, e quando solicitado a produzir maior quantidade de energia durante um exercício, utilizaria para tanto uma maior quantidade de gordura como combustível.
Esta é uma teoria muito simplista e, na verdade, esbarra em alguns conceitos que a bioquímica do exercício estabelece. Em primeiro lugar, se de fato estiver faltando carboidratos para a demanda do exercício, a prática da atividade estará prejudicada, pois o carboidrato é essencial para a produção de energia. A consequência inevitável é que o desempenho estará prejudicado e, portanto, o gasto calórico da atividade pode ser comprometido. Em outras palavras, o rendimento pode ser menor e consequentemente o propósito de perda de peso estará minimizado.
Outro problema seria a utilização de proteínas para a produção de energia, suprindo a eventual carência de carboidrato. Nesta situação, o organismo estaria consumindo massa magra, o que certamente não é o objetivo de quem pretende perder peso.
A existência de relatos pessoais de bons resultados deste hábito absolutamente não credencia sua adoção. Com certeza, quem adota esta prática e constata que obtém algum resultado está provavelmente se beneficiando do exercício e não do jejum. Aqueles que, ao contrário, tentaram a prática e tiveram problemas certamente não relatam o insucesso!Além disso, existe um outro grande problema. A eventual falta de carboidrato, fruto de uma condição de jejum de várias horas, ameaça um índice que o organismo não pode comprometer que é a glicemia. Ou seja, o nível de glicose no sangue. A prática de exercício nestas condições pode provocar mal estar, tontura, e até mesmo uma síncope, caracterizando um quadro de risco à saúde.Turibio Barros (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)
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Ainda vista como brincadeira infantil, corda é aliada na luta contra balança

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Pula Corda Eu Atleta (Foto: Getty Images)





Pular corda é uma prática que remete à infância. Por muitos, a modalidade é vista apenas como uma brincadeira. No entanto, oexercício, considerado mundialmente umesporte, traz benefícios ao corpo e pode ser um grande aliado para a perda de peso.
A atividade aumenta a resistência cardiovascular, desenvolve a coordenação motora, fortalece pernas e pés, e proporciona um alto gasto calórico. Em média, perdem-se 400 calorias por 30 minutos de exercício.

Para começar a pular corda, é necessário calçar um tênis e vestir roupas leves e confortáveis. O ideal é praticar o esporte em umpiso duro e escolher uma corda com o comprimento adequado. O tamanho depende da altura de quem vai se exercitar. Pessoas com até 1,50m devem usar uma corda de 2,45m. Para aqueles entre 1,50m e 1,80m, a corda deve ter 2,65m. Já indivíduos com mais de 1,80m, a corda certa tem 2,85m.

- O ideal é pular corda em chão de piso duro, pois quando houver contato com o solo, este será de maneira mais rápida, gerando menos força na hora de executar o salto. Nossos tendões foram preparados para devolver impacto e não absorver, diferentemente do que as pessoas pensam - explica o professor de Educação Física Christiano Markes.

esporte é recomendado para pessoas de todas as idades. No entanto, obesos ou pessoas com sobrepeso não devem praticar a atividade. A recomendação também serve para indivíduos que tenham problemas nas articulações dos membros inferiores - quadril, joelhos e tornozelos. Cardiopatas, hipertensos e diabéticos só com liberação médica e sob a orientação profissional.

fortalecimento da musculatura e das articulações é primordial para quem pula corda. De acordo com Christiano Markes, os iniciantes devem progredir no esporte com cautela e sempre com supervisão profissional.

- Os iniciantes devem começar devagar, de maneira gradativa, saltando com os dois pés, olhando pra frente e sempre com orientação de um professor de Educação Física. Ele vai saber prescrever a sua progressão de maneira correta, segura e eficiente - aconselha.
Atleta calça seu tênis de maneira confortável (Foto: Divulgação/Nike)
Com campeonatos por todo o mundo, a modalidade chega ao Brasil através da primeira competição oficial de pular corda da América do Sul. Realizada no evento Arnold Classic Brasil entre os dias 25 a 27 de abril, a disputa terá atletas de 6 a 22 anos concorrendo em dez modalidades diferentes.
Manobras
esporte pode ser praticado individualmente - valorizando a velocidade, a dificuldade e a precisão dos movimentos - ou em equipe - priorizando o sincronismo, a criatividade e o trabalho de grupo.
Há diversas manobras e combinações possível para pular corda. As mais populares são o salto cruzado e o salto duplo. No primeiro, cruza-se os braços como ao dar um abraço em si mesmo e, depois de pular uma vez, descruza-se os braços, revezando os movimentos. O segundo consiste em passar a corda duas vezes sob os pés a cada salto. 
Existem três modalidades para bater a corda: a corda simples - na qual uma pessoa salta com uma corda para realizar manobras individuais ou exercícios de velocidade denominados “speed” -, a corda dupla (double dutch) - uma ou mais pessoas saltam entre duas cordas batidas alternadamente por outras duas pessoas - e a roda chinesa (chinese wheel) - duas ou mais pessoas, cada uma com uma corda, executam saltos combinados sobre a própria corda, com uma ponta batida por ela mesma e outra por outra pessoa. 
Na double dutch há diversas possibilidades de combinações de saltos, acrobacias e recursos coreográficos. Já a chinese wheel exige precisão técnica, sincronia e ritmo, por isso é considerada a mais difícil das três modalidades.