domingo, 16 de novembro de 2014

COMO PREVENIR A INCONTINÊNCIA URINÁRIA


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Você sofre com a incontinência urinária, a perda involuntária de urina? Saiba que não está sozinha. Apesar de existirem poucos estudos nacionais com atletas, estima-se que uma em cada três esportistas pode apresentar o problema, principalmente, aquelas que praticam atividades de alto impacto, como as corredoras. Mais: 200 milhões de pessoas no mundo apresentam algum tipo de incontinência urinária, segundo estimativas. Mas foi a partir de 1998, que esse problema deixou de ser avaliado apenas como um sintoma e passou a ser considerado uma doença, segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID).
A perda involuntária de urina tem origem no aumento da pressão intra-abdominal e no enfraquecimento do assoalho pélvico, formado por músculos, ligamentos e fáscias e responsável, sobretudo, por sustentar a bexiga, o útero e o reto. Durante a corrida, o impacto na região é de três a quatro vezes o peso corporal. Outro fator relacionado é a diminuição nos níveis de estrógeno, que resulta na redução do tônus muscular.
No entanto, apesar de ser frequente entre as esportistas, muitas não procuram ajuda por vergonha ou por acreditarem que é normal perder urina durante o exercício. Saiba que essa não é uma condição normal mesmo em estágio leve, pois, mesmo não oferecendo risco, a incontinência urinária está associada à perda de qualidade de vida, redução no rendimento e piora na autoestima, podendo levar, inclusive, à depressão.
Mas não é por conta desse problema que você precisa parar de investir nas passadas. Tanto a prevenção, quanto o tratamento (em casos ainda não avançados) podem ser feitos pelo fortalecimento da musculatura pélvica, por meio de exercícios simples de contração e relaxamento dos músculos genitais.
Por isso, não se preocupe apenas em fortalecer a musculatura abdominal. Preocupe-se, também, com o assoalho pélvico, região que contribui para evitar a incontinência.
Você deve fazer exercícios perineais de contração e relaxamento, como se estivesse fazendo um movimento para segurar a urina. Mas não faça apenas na hora em que você estiver no banheiro. Esses movimentos devem ser realizados em outros momentos, inclusive durante a atividade física.
Quando o caso é mais sério
A incontinência urinaria é classificada, de acordo com os sintomas, em três tipos distintos. O primeiro se refere a incontinência urinaria de esforço, onde a perda ocorre com a realização de esforço físico. É essa a mais comum entre as corredoras. A segunda é a urgincontinência, que representa a urgência de fazer xixi. Já a terceira é a mista, que associa os dois quadros.
Além dos sintomas, exames específicos determinam o tipo da incontinência, definindo a melhor forma de tratamento, que pode ser medicamentoso, cirúrgico ou fisioterápico.
(Fontes: Debora Pádua, fisioterapeuta uroginecologica e educadora sexual, e Nilka Fernandes Donadio, ginecologista, obstetra, especialista em reprodução humana e diretora técnica do Centro Especializado no Tratamento Integral de Pacientes Inférteis)
Matéria compartilhada do site www.o2porminuto.ativo.com

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