O efeito térmico da atividade física representa de 15% a 30% do gasto energético diário total. É o gasto de energia envolvido na contração muscular para a realização de movimentos espontâneos e de exercícios físicos. Ele possui grande variação dependendo do tipo da atividade, duração e intensidade.
Alimentação é fundamental para manter o peso (Getty Images)
Por isso muitas dietas tendem a aumentar a ingestão de proteínas magras, com o objetivo de potencializar este efeito. Mas além dos três componentes básicos, existem fatores que influenciam na variação do gasto energético: composição corporal, idade, sexo, estado nutricional, ação de hormônios e fatores genéticos:
- Composição corporal: quanto maior o percentual de massa muscular, maior é a aceleração metabólica
- Sexo: homens têm um metabolismo de 15 a 20 % mais rápido do que mulheres por questões hormonais (testosterona) e por possuírem mais massa muscular, sendo mais velozes e mais fortes.
- Idade: estima-se que há um declínio na taxa de metabolismo basal de 1 a 2% em cada década a partir dos 30 anos.
- Hormônios: os hormônios tireoidianos promovem aumento do consumo de oxigênio, aumento do metabolismo e maior produção de calor. Outros hormônios como GH (hormônio crescimento) e testosterona também contribuem para aumentar a velocidade do metabolismo. O estrogênio direciona o armazenamento de gordura em mulheres na região glútea, quadril e coxas.
- Os homens possuem mais massa muscular e menos gordura, enquanto as mulheres têm menos músculos e mais gordura. A porcentagem de gordura corporal saudável para um homem é 12 - 18 %, enquanto para uma mulher é 16 - 25 %.
As mulheres sofrem maiores modificações fisiológicas do que os homens no processo de envelhecimento por consequência da menopausa. Com o envelhecimento, além da redução da massa muscular, redução dos hormônios sexuais femininos e o aumento da adiposidade, observa-se diminuição do gasto calórico basal.
Estudo realizado por Trevisan e Bruni (2007) com mulheres entre 45 e 70 anos, sedentárias e há um ano na menopausa, durante 16 semanas realizando protocolo de treinamento de força/ hipertrofia, observou: modificação na composição corporal com aumento da massa magra, aumento do gasto energético basal.
Se associarmos ao treinamento de força, exercícios aeróbicos podemos também reduzir a gordura corporal, promover redução e manutenção eficaz do peso corporal. É fundamental a reorganização do planejamento alimentar, com redução das calorias ingeridas diariamente e aumento da atividade física tanto aeróbica como de força. O ganho de massa muscular se faz necessário para acelerar o metabolismo, trazer equilíbrio e força.
Matéria compartilhada do site globoesporte.globo.com/eu-atleta/nutricao
É interessante como todo profissional tem uma constante necessidade de construir o argumento a partir da equação calórica... Sendo que a conclusão é metabólica (hormonal). Ainda falta muito para que a ciência nutricional "nas ruas" perceba que a CAUSA é sempre metabólica, sendo a equação calórica uma mera CONSEQUÊNCIA.
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